<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828</id><updated>2012-02-16T12:57:14.041-02:00</updated><title type='text'>Alice in Thoughts´Land</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>55</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-6984942778730614252</id><published>2011-06-06T22:29:00.002-03:00</published><updated>2011-06-06T23:15:21.258-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Escrever pode ser esclarecedor para aqueles que fazem-no com frequência, com coragem e com dedicação. Escrever pode ser incrivelmente gratificante para aqueles que tem com a escrita uma relação de amor. Para mim, que raramente proporciono-me este momento- o da escrita-, escrever é uma experiência altamente frustrante. Fico muito tempo pensando sobre o que escrever, sobre como escrever, sobre quando escrever e como começar, continuar, terminar. Vou e volto mil vezes nas mesmas ideias, bloqueio-me sempre, ou quase sempre, nos mesmos pontos. Desenvolvi e continuo desenvolvendo, sem exatamente querer, um processo próprio e ingrato de auto-censura, que serve-me tão bem quanto as mais seguras algemas nos pulsos de um criminoso, finalmente preso. &lt;div&gt;Meus pensamentos são de tal forma desordenados que escrever passou a ser, de alguns anos para cá, uma tarefa quase impossível. O máximo que consigo escrever são palavras, ou nos dias de grande sorte ou inspiração maior, uma breve composição de palavras,  que não chega a constituir uma frase.  Sonho em um dia reconquistar a liberdade de expressão que eu por anos possui, desenhando, escrevendo, pintando, falando e que de maneira súbita, me privei. Venho há anos enganando-me, vendo nesse silêncio, nessa incompetência e total falta de habilidade discursiva, uma "fase", mas agora começo a pensar que essa história de fase não existe. Entro em sonhos, relações e delírios com tamanha intensidade que o melhor a se fazer seria escreve-los, relatá-los e transformá-los em histórias lúcidas e sintéticas, para quem sabe um dia conseguir entender o que exatamente anima minhas ideias. Mas fico numa posição pacífica, na qual vejo como grande virtude saber respeitar meu tempo. Mas que raio de tempo é esse que só me deixa cada vez mais infeliz? Para onde estou indo exatamente, com todo esse respeito?Desrespeitar-me talvez seja uma boa forma de libertar-me. Arrancar minhas algemas com os dentes, sentindo muita dor, o gosto do meu sangue, da angústia, da dureza dos anos passados, não registrados. Meus dentes são fortes. Minha mordida também. Como com voracidade e com a mesma voracidade bebo e beijo. Por que então não destruo esses elos enferrujados, já à mim incorporados, com essa mesma voracidade? Qual será o gosto das correntes que prendem-me a um passado o qual já deveria ter passado ? Terão elas um gosto passado? Ou de tão passado já não terão gosto? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Páro com esta pergunta, pensando que por hoje escrevi mais do que costumo aguentar e que talvez prosseguir possa por-me em risco. E de riscos quero distância, pois zelo pela integridade do meu ser e a força dos meus dentes, para poder em breve - e esfomeada -, mastigar cada pedacinho dessa minha fase, eliminando-a por completo, das minhas mãos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-6984942778730614252?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/6984942778730614252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=6984942778730614252' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/6984942778730614252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/6984942778730614252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2011/06/escrever-pode-ser-esclarecedor-para.html' title=''/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-6289295340761438348</id><published>2010-01-07T16:09:00.006-02:00</published><updated>2010-08-28T15:07:24.768-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sinto que em breve conseguirei voltar a escrever, após meses e mais meses completamente em silêncio. Silêncio interior e silêncio exterior, com um certo quê de retiro, abstinência e às vezes até privação. Sempre fui contra privações, castrações, contenções, até o dia em que o excesso ultrapassou qualquer esfera compreensível e admissível. &lt;div&gt;Fugiu ao corpo, foi parar na casa do vizinho, tirou o sono de toda vizinhança e tornou-se meu pesadelo. E a ele seguiram-se as dores todas dos excessos cometidos. Dos excessos assumidamente extrapolados e repetidos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Excessos seguidos, excessos esquecidos, excessos excessivos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há que saber também sentir prazer em comedimentos, em cantinhos solitários, em sentimentos sutis, em músicas instrumentais, orientais, do próprio corpo. Há imenso prazer às vezes em tomar um copo cheio d´água até ficar saciado e continuar sóbrio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há também muita beleza e muita ternura em dias de chuva. Há qualquer coisa de instigante na solidão, na não ligação, na não plenitude.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Às vezes é preciso menos vozes, menos sons, menos pensamentos, menos visões. A razão nem sempre conforta e tampouco soluciona problemas. Já não sei para onde ir, já não sei o que seguir. Talvez um término abrupto para que eu não peque ainda mais por tanto me repetir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-6289295340761438348?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/6289295340761438348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=6289295340761438348' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/6289295340761438348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/6289295340761438348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2010/01/sinto-que-em-breve-conseguirei-voltar.html' title=''/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-8406674399131037698</id><published>2009-02-12T00:43:00.005-02:00</published><updated>2009-02-12T01:12:48.107-02:00</updated><title type='text'>A[si]nestesia</title><content type='html'>Parar de sentir o que não é para ser sentido.&lt;br /&gt;Pois não há sentido naquilo donde o sentido&lt;br /&gt;não encontra o prazer.&lt;br /&gt;Não há sentido em perder-me;&lt;br /&gt;em perder os sentidos todos-&lt;br /&gt;tatolfatovisãopaladar-&lt;br /&gt;deitado nesta cama,&lt;br /&gt;à luz deste lustre incandescente,&lt;br /&gt;como se estivesse agonizando,&lt;br /&gt;num quarto de hospital.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-8406674399131037698?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/8406674399131037698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=8406674399131037698' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/8406674399131037698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/8406674399131037698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2009/02/asinestesia.html' title='A[si]nestesia'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-2579595144797293461</id><published>2009-02-12T00:30:00.002-02:00</published><updated>2009-02-12T00:42:10.708-02:00</updated><title type='text'>Poema para os dias de sol</title><content type='html'>Fazia semanas que ele não saía de casa-&lt;br /&gt;guardado no escuro da gaveta,&lt;br /&gt;tímido, mofado.&lt;br /&gt;A tristeza consumia-o e consolava-o, sutilmente.&lt;br /&gt;Ah, como há poesia em ser um guarda-chuva!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-2579595144797293461?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/2579595144797293461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=2579595144797293461' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/2579595144797293461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/2579595144797293461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2009/02/poema-para-os-dias-de-sol.html' title='Poema para os dias de sol'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-6738356836872835875</id><published>2007-09-25T22:31:00.000-03:00</published><updated>2007-09-26T11:09:53.929-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Na ponta dos pés,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a menina espia pelo buraco da fechadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;passa alguns segundos assim,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas logo se cansa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desce da ponta dos pés,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;apoia-os descansados no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toma fôlego, se concentra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e sobe mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repete isso o dia todo-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da hora que chega da escola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;até a hora que o pai chega do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois conta tudo o que viu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Acaba a história e vai dormir cansada-&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;as pernas bambas, &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;subiram e desceram,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dezenas de vezes,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o dia todo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para alcançar o buraco da fechadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;conclusão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansa querer ser bailarina&lt;br /&gt;quando se é voyeur.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-6738356836872835875?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/6738356836872835875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=6738356836872835875' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/6738356836872835875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/6738356836872835875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2007/09/na-ponta-dos-ps-menina-espia-pelo.html' title=''/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-566818178582035008</id><published>2007-09-20T21:06:00.001-03:00</published><updated>2007-09-20T21:06:57.352-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Se o mundo estivesse queimando em chamas não creio que tentaria desesperadamente escapar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-566818178582035008?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/566818178582035008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=566818178582035008' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/566818178582035008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/566818178582035008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2007/09/se-o-mundo-estivesse-queimando-em.html' title=''/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-5484500689171507325</id><published>2007-09-17T21:21:00.000-03:00</published><updated>2007-09-17T21:27:48.519-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não quero mais viver de poesia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-5484500689171507325?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/5484500689171507325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=5484500689171507325' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/5484500689171507325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/5484500689171507325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2007/09/no-quero-mais-viver-de-poesia.html' title=''/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-2481135623177808063</id><published>2007-07-28T00:30:00.000-03:00</published><updated>2007-07-28T00:48:07.637-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Me diz, vai?&lt;br /&gt;como é que faz?&lt;br /&gt;se a gente não pode entender&lt;br /&gt;mas não desiste de querer,&lt;br /&gt;de tentar,&lt;br /&gt;de viver.&lt;br /&gt;Me diz, vai?&lt;br /&gt;mas seja breve&lt;br /&gt;porque te quero logo,&lt;br /&gt;te quero perto,&lt;br /&gt;no teu colo.&lt;br /&gt;Não demore, só dessa vez.&lt;br /&gt;eu sofro faz tempo&lt;br /&gt;mas a gente vivia sem tempo&lt;br /&gt;cheios de contratempos.&lt;br /&gt;Me diz, vai?&lt;br /&gt;que você também me quer perto&lt;br /&gt;que você não foi embora&lt;br /&gt;que isso é só uma demora.&lt;br /&gt;Me diz vai?&lt;br /&gt;que acabou o tormento,&lt;br /&gt;o desalento,&lt;br /&gt;que o vento mudou e o barco não afundou.&lt;br /&gt;Não me enrola vai?&lt;br /&gt;como você me enrolou&lt;br /&gt;e eu te enrolei&lt;br /&gt;naquela rede na varanda&lt;br /&gt;da nossa casa da infância.&lt;br /&gt;Não se esconda não&lt;br /&gt;me diz onde é que eu vou,&lt;br /&gt;dá o número que eu ligo,&lt;br /&gt;como eu te disse no último e mail&lt;br /&gt;que você nunca leu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-2481135623177808063?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/2481135623177808063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=2481135623177808063' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/2481135623177808063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/2481135623177808063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2007/07/me-diz-vai-como-que-faz-se-gente-no.html' title=''/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-6368669184042653679</id><published>2007-07-28T00:26:00.000-03:00</published><updated>2007-08-03T19:09:38.520-03:00</updated><title type='text'>O Dom Quixote do século XX</title><content type='html'>Ele sorria como ninguém e falava mexendo as sobrancelhas. Expressivo e muito observador. Dizia que eu piscava como uma tartaruga. Pode parecer engraçado, mas ele gostava do jeito lento como eu piscava enquanto conversávamos. O que ele não percebia é que o meu jeito de piscar nada mais era do que um reflexo do meu estado de absorção. Eu ficava absorta no mundo das palavras do meu pai. Cada frase que saia de sua boca era um big bang. Uma descoberta. Um mundo novo.&lt;br /&gt;Um dia ele chegava com um cd de um cantor e eu torcia o nariz. Um mês depois lá estava eu, como quem não quer nada, pedindo o cd do tal cantor.&lt;br /&gt;Ele era vanguardista. Em tudo. Uma espécie de vidente. Sabia o que era bom, sabia o que eu ía gostar. Tínhamos muitos gostos em comum.&lt;br /&gt;O jeito de pensar e de teimar.&lt;br /&gt;De desconversar quando perdida a razão.&lt;br /&gt;Apreciar pequenas coisas, fascinar-se diante das grandes.&lt;br /&gt;Ele me apresentou as grandes coisas da vida e elas são mais simples do que eu pensava.&lt;br /&gt;Era um homem calmo, pacifista, muito bom.&lt;br /&gt;Ele fazia petit gateau como ninguém e era o mestre da comida árabe. Ele era disciplinado, eu não. E isso pra ele era uma grande virtude.&lt;br /&gt;Ele gostava de ser diferente, de dizer que apreciava o amargo da rúcula enquanto todos disputavam a alcachofra e a mussarela de búfala. Ele achava o máximo chantily, qualquer coisa de chocolate e pão com manteiga.&lt;br /&gt;Ele tinha uma paciência de Jó para tudo. Me ensinava matemática durante horas e se exauria tentando me fazer entender física. Eu desistia, ele não.&lt;br /&gt;Ele tinha um jeito único de andar: passos largos porém calmos, a cabeça balançando, às vezes compenetrada em algo, outras, completamente distraída. Muito ZEN. Eu acho até que ele vivia em outro mundo, muito mais interessante do que esse.&lt;br /&gt;No mundo de Quixote e Cervantes, ele passava horas mergulhado. Depois voltava para a realidade e nos contava de seus sonhos, de suas descobertas, de como o mundo dos livros era lindo. E ficava sentado horas na sala ouvindo música clássica, com um livro em uma mão e o cigarro na outra. E nós brigávamos para ele parar de fumar. E ele sempre dizia que ia parar.&lt;br /&gt;Ele dirigia com uma mão só e ia pelas ruas congestionadas com seu ar sereno ouvindo Rachmaninoff, Pink Floyd, Tim Maia,The Who, Chopin.&lt;br /&gt;E passava horas na Livraria Cultura. Adorava comprar cds, livros e dvds.&lt;br /&gt;Adorava saber. Qualquer coisa. Tudo. O que ninguém sabe, o que todos deviam saber.&lt;br /&gt;Sem nenhuma modéstia eu digo: meu pai era um gênio.&lt;br /&gt;O amor que sinto por ele não caberia em horas de discurso, a falta que ele faz também não. E como minha mãe disse, não houve uma despedida porque ele viverá eternamente dentro de nossos corações.&lt;br /&gt;Meu pai não foi embora, só mudou de endereço. E eu acrescento, ele ainda vive intensamente, de um amor que pulsa em cada um de nós e nos motiva cada dia mais a querer viver.&lt;br /&gt;Faço das palavras de Leminski aquelas que meu pai diria se estivesse aqui agora: “Esta vida é uma viagem, pena eu estar só de passagem”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-6368669184042653679?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/6368669184042653679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=6368669184042653679' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/6368669184042653679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/6368669184042653679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2007/07/o-dom-quixote-do-sculo-xx.html' title='O Dom Quixote do século XX'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-295281145263078169</id><published>2007-06-24T14:19:00.000-03:00</published><updated>2007-06-27T23:39:50.294-03:00</updated><title type='text'>Consternação da alma, desalento do corpo. (e vice versa)</title><content type='html'>A alma sente o que o corpo sofre, só que sente só.&lt;br /&gt;E só continua, como sempre. Nem o corpo mais faz companhia. A alma aqui e o corpo ali.&lt;br /&gt;Se desentenderam.&lt;br /&gt;E a alma dói, dói fundo. Dói fundo no corpo, apunhala o peito, arranca a pele, lá de cima.&lt;br /&gt;Lá de cima se faz sentir aqui dentro, como nenhuma outra dor.&lt;br /&gt;A alma tá ali, a dor tá aqui.&lt;br /&gt;A alma e o corpo se desentenderam.&lt;br /&gt;E a alma continua só. O corpo abandonado. A alma penada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-295281145263078169?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/295281145263078169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=295281145263078169' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/295281145263078169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/295281145263078169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2007/06/alma-sente-o-que-o-corpo-sofre-s-que.html' title='Consternação da alma, desalento do corpo. (e vice versa)'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-2975346647365096364</id><published>2007-06-22T21:25:00.000-03:00</published><updated>2007-06-22T21:26:29.797-03:00</updated><title type='text'>Nó de mãe</title><content type='html'>-“Tem um nó bem aqui ó mãe!”.&lt;br /&gt;A menina pára de segurar a boneca sem roupa, e aponta para a região do tórax, mais ou menos um palmo a cima do umbigo e uma polegada abaixo do peito. “-É aqui que dói, bem nesse buraquinho.” A menina não tinha seios, tinha peitos. Chamava-os “peitinhos”. E sentia uma dor estranha bem ali, ali embaixo deles, embaixo dos peitinhos.&lt;br /&gt;“-Eu não comi bolacha escondido de você, nem chocolate, juro mãe, comi só o que a sra me deu”. A pequena gostava muito de doces, muitas vezes se entupia deles até passar mal, aí ia chorando pra mãe dizendo que estava com a barriga ruim.&lt;br /&gt;A mãe apalpou a região onde a filha apontava dizendo sentir dor, mas não encontrou nada. Não era médica, mas sabia se virar bem com sua intuição e sexto sentido. “Olha pequena, tem certeza que é aí que tá doendo? Não tem nada aí onde você tá me mostrando”.&lt;br /&gt;“- Tem sim mãe, é um nó. Eu to sentindo ele, olha...ái! é aqui ó” - e apontou de novo.&lt;br /&gt;A mãe ficou olhando a região, olhou bem pra filha e continuou sem saber o que poderia ser aquilo. Será que teria que consultar um médico? Mas que médico conseguiria tirar um suposto nó de dentro do corpo da menina? “Na minha filha ninguém põe a mão, muito menos um bisturi”- pensava ela com seus botões.&lt;br /&gt;“- Mas como assim um nó?”- perguntava à filha com cara de ponto de interrogação.&lt;br /&gt;“- Um nó ué! Sabe quando a gente não penteia o cabelo e fica cheio de nó? É assim que tá aqui dentro....tudo descabelado e com um baita de um nó.”&lt;br /&gt;A mãe parou e pensou na analogia que fez a menina, para melhor ilustrar o que sentia. E sentiu-se uma péssima mãe. Ignorante. Insensível. Ela sempre sentia tudo que a filha estava sentindo, sentia por ela, como se a dor viesse de dentro. Como se o cordão umbilical nunca tivesse sido cortado e o bebê estivesse dentro da barriga dela, prestes à nascer.&lt;br /&gt;“- Mas a dor é como?”&lt;br /&gt;“- Ái mãe, não sei explicar, nunca senti isso antes. Só sei que ta doendo muito. Tira ele pra mim mãe, é só um nó!”&lt;br /&gt;“- Como assim um nó?”&lt;br /&gt;“- Um nóóóó!” – e a menina abriu um berreiro de tão incompreendida que sentia-se naquele quarto, com a boneca nua na mão e a mãe do lado sem reação.&lt;br /&gt;“- Vou te levar ao médico, ele deve saber mais do que eu o que pode ser esse tal nó que você ta dizendo que tá sentindo.”&lt;br /&gt;E a menina chorava, chorava, chorava.&lt;br /&gt;A mãe foi procurar o telefone do pediatra, revirou a agenda, as pastas, os papéis grudados por ímãs na geladeira. Eram tantos papéis! Tirou o telefone do gancho e ligou pra mãe, que já estava dormindo e que não gostou nada de ter seu sono interrompido.&lt;br /&gt;“-Mãe?”&lt;br /&gt;“- Isso são horas pra se ligar pra alguém? Eu sou sua mãe, mas imagine só se você ligasse para uma pessoa que não fosse tão próxima, que situação mais desagradável seria...”&lt;br /&gt;“-É que só a sra poderia me ajudar, a menina ta sentindo dor, nem vi que horas eram.”&lt;br /&gt;“- Já passa das nove, com certeza.” -respondeu a mãe com sua aspereza habitual.&lt;br /&gt;“- Tá bem, me desculpe, mas eu precisava ligar...”&lt;br /&gt;“- O que é que foi? O que é que ela tem?”&lt;br /&gt;“- Não sei! ela diz que é um nó na boca do estômago, quer dizer, ela não disse que era na boca do estômago, mas me mostrou onde era e é lá.”&lt;br /&gt;“- É manha, filha. Você também fazia isso na idade dela.”&lt;br /&gt;“- Mas ela já tem seis anos, não faz isso desde os quatro... parece que é verdade.”&lt;br /&gt;“- Então leva a menina no médico.”&lt;br /&gt;“- É o que eu vou fazer e é por isso que te liguei...preciso do telefone do Dr... como é que ele chama mesmo?”&lt;br /&gt;“-Dr. Afonso, Afonso da Costa.”&lt;br /&gt;“- E você tem o número dele aí para me passar? Já revirei todas as minhas coisas aqui e não encontrei o cartão dele.”&lt;br /&gt;“- Devo ter, mas à esta hora, vou ter que acordar seu pai, e você sabe como ele fica bravo quando alguém atrapalha o sono dele.... to te dizendo, essa menina não tem nó coisa nenhuma, ela tem é manha.”&lt;br /&gt;“- Mãe, eu estou dizendo pra sra. que ela tá se queixando da dor, eu conheço a minha filha.”&lt;br /&gt;“- E eu a minha.”&lt;br /&gt;“- O número, por favor.”&lt;br /&gt;“- Ela só quer atenção... seu pai ta aqui do lado se mexendo, não posso mais falar, vou acabar acordando ele.”&lt;br /&gt;“- Mas a menina ta doente! Eu preciso do maldito número! Será que uma vez na vida você pode me ouvir? Que coisa... você me coloca em uma situação terrível- eu te implorando por uma droga de um telefone! Eu deveria mesmo é ter ligado pro Pronto-Socorro.”&lt;br /&gt;“- Então ligue.”&lt;br /&gt;“- Eu não acredito nisso, a sra não vai dar o telefone do médico?mesmo sabendo que sua neta está passando mal?”&lt;br /&gt;“- Eu não vou acordar seu pai. Se ela agüentou até agora, agüenta até amanhã de manhã.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filha desligou o telefone sem se despedir, irritadíssima com toda a situação. Ficou pensando em todas as vezes que pediu socorro e a mãe se fez de surda, em todas as vezes que se machucou e a mãe disse que não foi nada. “Não foi nada porque não foi com ela!”- pensava ela, “Aposto que se fosse o meu pai ela já estaria toda se lamentando, pedindo ajuda para meio mundo para ajudar o velho”.&lt;br /&gt;Foi até o quarto da filha e perguntou como ela estava. -“Igual”, foi o que ela respondeu. O nó continuava lá, e ela não conseguia tirar.&lt;br /&gt;“- Mãe, eu perguntei pra Mel (a boneca) se ela já tinha sentido isso, e ela me disse que sim.”&lt;br /&gt;“-Ah é? E o que é que ela fez pra passar a dor?”&lt;br /&gt;“- Ela chamou a mãe dela e a mãe dela curou.”&lt;br /&gt;“- Mas o que a mãe dela fez?”&lt;br /&gt;“- Aí eu já não sei, não perguntei pra ela.”&lt;br /&gt;“- Então pergunte, quem sabe assim eu não posso fazer igual!”&lt;br /&gt;“- Ah mãe, agora ela acabou de dormir, não vou acordar ela pra perguntar isso. Você sabe que ela fica brava quando a gente acorda ela.”&lt;br /&gt;A mãe respirou fundo. Olhou pra filha, para as mãozinhas pequenas da filha manhosa segurando a boneca. Respirou fundo mais uma vez, esboçou um sorriso. Não agüentava mais tudo aquilo, aquele nó que não se desfazia, aquela dor, o mal-estar...&lt;br /&gt;Pegou a menina no colo e deitou-a na cama.&lt;br /&gt;“- Eu não to com sono mãe, eu to com dor, to com nó.”&lt;br /&gt;“- Eu sei filha, mas quando a gente deita e pensa em coisas boas a dor passa.”&lt;br /&gt;“- Mas o que são as coisas boas mãe?”&lt;br /&gt;“- Ué, as coisas boas filha: sorvete, parquinho, recreio, gangorra, cachorro, quintal, lápis de cor, algodão doce, piscina, bola...”&lt;br /&gt;“- E “mãe”?” – perguntou a menina com certo desapontamento.&lt;br /&gt;“- Mãe?”&lt;br /&gt;“- É, mãe. Que nem a vovó Zita.”&lt;br /&gt;“- Por que não que nem eu?”&lt;br /&gt;“- Ué, porque pra você a vovó Zita que é a mãe.”&lt;br /&gt;A mãe não conseguiu responder de imediato, ficou calada por alguns segundos, sentiu um nó bem no fundo do peito, o coração apertado.&lt;br /&gt;Será que a mãe era para ela uma coisa boa na vida? Teria ela algum dia sido boa mãe? E ela mesma, era uma boa mãe? Porque será que a pequena, com seus poucos seis anos, fazia uma pergunta tão complexa como essa?&lt;br /&gt;“- Mas por que você me perguntou isso filha?”&lt;br /&gt;“- Porque eu queria saber se você sente que nem eu.”&lt;br /&gt;“- Sente o quê? O nó?”&lt;br /&gt;“- Não mãe! Parece até que você não fala a mesma língua que eu!”&lt;br /&gt;A mãe ria por dentro da forma como falava a filha, a forma como ela articulava as idéias em palavras, copiando os adultos. Mas disfarçou o riso para não interromper o assunto, a grande questão, a polêmica levantada.&lt;br /&gt;“- Você quer saber se eu sinto o que como você?”&lt;br /&gt;“- O que eu quero saber é se você sente que nem eu.”&lt;br /&gt;“- Filha, você ta fazendo alguma piada com a mamãe? Não to mais gostando dessa pergunta.”&lt;br /&gt;“- Deixa mãe, você não entende mesmo. Nunca entende.”&lt;br /&gt;“- Como não????? Claro que entendo, entendo você mais do que qualquer outra pessoa nesse mundo.”&lt;br /&gt;“- Então porque você ainda não entendeu o que eu te perguntei?”&lt;br /&gt;“- Porque você está sendo muito abstrata.”&lt;br /&gt;“- Abstrata? O que é isso?”&lt;br /&gt;“-Nada, você ta sendo muito pouco objetiva, tá me confundindo.”&lt;br /&gt;“- E o que “abstrata” tem a ver com isso?”&lt;br /&gt;“-Abstrato é uma palavra usada por adultos, é aquilo que não é concreto, palpável..”.&lt;br /&gt;Agora a filha que não entendia a mãe. Pelo menos era o que parecia com sua resposta silenciosa.&lt;br /&gt;“- Então o nó é abstrato?”&lt;br /&gt;“- É, muito.”&lt;br /&gt;“- E você? É abstrata?”&lt;br /&gt;“- Eu não, eu sou sua mãe, de carne e ossos, estou aqui na sua frente e você pode me tocar, sentir que eu estou aqui.”&lt;br /&gt;“- Acho que eu entendi.”&lt;br /&gt;“- Você é muito esperta filha.”&lt;br /&gt;“- Mas então, você sente que nem eu?”&lt;br /&gt;“- Sinto.”- não sabia mais como sair daquela discussão senão concordando com a filha.&lt;br /&gt;“- Ah, que alívio mãe. O nó até parece que tá menos apertado agora.”&lt;br /&gt;“- Eu sei, também to sentindo.”&lt;br /&gt;“- Agora eu to com sono mãe... dorme aqui comigo?”&lt;br /&gt;“- Durmo boneca, só me dá um espacinho.”&lt;br /&gt;“- Ta bom assim?”&lt;br /&gt;“- Ótimo.”&lt;br /&gt;Quando as duas adormeceram o telefone tocou. Meu Deus, quem poderia ser? Passava das dez da noite, ninguém costumava ligar naquele horário. Alguém ligando assim tarde não é bom sinal... ai meu Deus, coisa boa não é.&lt;br /&gt;“- Alô?”&lt;br /&gt;“- Eu acordei seu pai e achei o telefone do Dr. Afonso. Depois você pede desculpas pra ele e explica porque eu acordei ele.”&lt;br /&gt;“- Não precisa mais, ela já ta dormindo e eu também estava.”&lt;br /&gt;“- Não quer anotar já que eu acordei seu pai só pra pegar o maldito número? Parece brincadeira....”&lt;br /&gt;“- Não, já disse que não precisa. Boa noite.”&lt;br /&gt;“- Você é tão orgulhosa...”&lt;br /&gt;“- Boa noite mãe.”&lt;br /&gt;“- Não vai anotar mesmo?”&lt;br /&gt;(Tu-tu-tu-tu-tu-tu-tu.)&lt;br /&gt;Do outro lado da linha a velha falava “Alô? Alô? Mas será possível!”. E, percebendo o que acabara de acontecer , voltava a deitar, só que agora com muito mais mau humor.&lt;br /&gt;A pequena, deitada abraçada com a mãe, murmurou uma coisa baixinho, ao que a mãe pediu que repetisse.&lt;br /&gt;“-O que você sente que nem eu mãe...”&lt;br /&gt;“- Sim minha filha....” – e já começava a pensar em uma noite inteira discutindo com a filha de seis anos de idade o mesmo assunto mal resolvido de outrora.&lt;br /&gt;“- O que é que nós sentimos igual, pequena?”&lt;br /&gt;“- É o amor mãe.”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-2975346647365096364?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/2975346647365096364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=2975346647365096364' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/2975346647365096364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/2975346647365096364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2007/06/n-de-me.html' title='&lt;strong&gt;Nó de mãe&lt;/strong&gt;'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-5172785120414760911</id><published>2007-05-14T20:40:00.000-03:00</published><updated>2007-05-14T22:25:29.444-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Às vezes me dá saudade e vontade de chorar. Mas hoje tudo é feito de plástico, ferro inoxidável, vidro blindado, cremes rejuvenescedores, botox e PVC. Nada disso chora, nada disso morre, nada disso sente nada. Então por que eu sentiria?&lt;br /&gt;Melhor mesmo é virar garrafa de coca-cola e passar o dia na prateleira do Extra, perguntando aos passantes "Olá, como vai você? Vai me levar pra casa hoje?". E esperar ansiosamente mudo, completamente imóvel pela resposta, afinal de contas, não poderia ser diferente em se tratando de garrafas plásticas de refrigerantes.&lt;br /&gt;Se pudessem, as garrafas de coca-cola se atirariam para dentro dos carrinhos de supermercado e fariam performances aéreas espetaculares para conquistar os transeuntes. A expressão "caiu na rede, é peixe!" poderia ser mote para novos slogans publicitários do tipo: "Caiu no carrinho é Coca". Putz, que péssimo. Ainda bem que eu desisti da minha carreira publicitária; nota-se que eu não levo jeito pra coisa.&lt;br /&gt;Mas voltando ao assunto,seria uma mistura de saltos ornamentais com acrobacias do cirque du soleil, para conquistar os consumidores. E assim, uma guerra selvagem se travaria entre os guichês da COCA e da PEPSI (Dolly nessas horas nem se atreveria a mostrar seu corpinhos, ou melhor, embalagens, atléticas).&lt;br /&gt;E tudo isso porque eu falava da minha corriqueira tristeza, da minha dolorida saudade, da minha vontade de chorar.&lt;br /&gt;Acabei perdendo foco,a linha de pensamento, a vontade de escrever...&lt;br /&gt;...são tantas coisas me chamando atenção...&lt;br /&gt;Já sei, vou pegar uma coca na geladeira para me inspirar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-5172785120414760911?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/5172785120414760911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=5172785120414760911' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/5172785120414760911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/5172785120414760911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2007/05/s-vezes-me-d-saudade-e-vontade-de.html' title=''/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-97699671149479894</id><published>2007-04-05T00:02:00.000-03:00</published><updated>2007-04-05T00:04:30.900-03:00</updated><title type='text'>Frustração</title><content type='html'>Compreender que sou nada - apesar de querer ser tudo-, me faz querer ser menos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-97699671149479894?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/97699671149479894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=97699671149479894' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/97699671149479894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/97699671149479894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2007/04/frustrao.html' title='Frustração'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-2273953491020153764</id><published>2007-03-07T22:34:00.000-03:00</published><updated>2007-03-17T11:25:38.393-03:00</updated><title type='text'>Eclipse-se.</title><content type='html'>Enquanto a lua sumia, eu tentava aparecer. Ela me chamou lá de cima, mas eu não ouvi. Me disseram que ela queria me ver, mas eu desapareci.&lt;br /&gt;Perdi-me nela e ela em mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-2273953491020153764?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/2273953491020153764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=2273953491020153764' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/2273953491020153764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/2273953491020153764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2007/03/enquanto-lua-sumia-eu-tentava-aparecer.html' title='Eclipse-se.'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-7951346654249872930</id><published>2007-03-07T21:26:00.000-03:00</published><updated>2007-03-07T22:51:18.882-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Me disfarço por trás desses óculos escuros e sorrio à toa, pra qualquer um na rua.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-7951346654249872930?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/7951346654249872930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=7951346654249872930' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/7951346654249872930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/7951346654249872930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2007/03/me-disfaro-por-trs-desses-culos-escuros.html' title=''/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-1471720260899118925</id><published>2007-02-12T20:44:00.000-02:00</published><updated>2007-02-16T08:01:04.669-02:00</updated><title type='text'>Haicai</title><content type='html'>a flor abre,&lt;br /&gt;o sorriso&lt;br /&gt;já é tarde.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-1471720260899118925?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/1471720260899118925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=1471720260899118925' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/1471720260899118925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/1471720260899118925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2007/02/flor-abre-o-sorriso-j-tarde.html' title='Haicai'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-5885347528568025587</id><published>2007-02-04T02:24:00.000-02:00</published><updated>2007-02-04T02:29:03.758-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Esse vazio que me corrói por dentro me faz sentir que vivo por um fio, fio este que a qualquer instante pode arrebentar e fazer tudo se perder pelos ares. Esse vazio dói. Muito. Dói tanto que às vezes eu tenho que tomar 2 litros de água gelada e uma barra de chocolate, pra aliviar a dor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-5885347528568025587?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/5885347528568025587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=5885347528568025587' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/5885347528568025587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/5885347528568025587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2007/02/esse-vazio-que-me-corri-por-dentro-me.html' title=''/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-8197830248804601369</id><published>2007-01-31T03:36:00.000-02:00</published><updated>2007-01-31T03:37:35.012-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>De uns tempos pra cá só consigo pensar onde você não está.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-8197830248804601369?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/8197830248804601369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=8197830248804601369' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/8197830248804601369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/8197830248804601369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2007/01/de-uns-tempos-pra-c-s-consigo-pensar.html' title=''/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-4129428047705026539</id><published>2007-01-31T03:33:00.000-02:00</published><updated>2007-02-05T15:27:19.347-02:00</updated><title type='text'>Auto-comiseração</title><content type='html'>De tempos em tempos me vêm à cabeça a imagem de uma mulher nua, deitada em uma cama bagunçada, num quarto cheirando  pecados e orgias, repleto de quadros escuros de mulheres nuas desconhecidas. Essa mesma mulher, em um conto há um tempo escrito, chamei de Mentira. Mas esta que me ocupa a mente agora não é a do conto de outrora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos pés da cama, um terno jogado cheirando à fumaça de cigarro faz a mulher erguer a cabeça e procurar qualquer coisa que seja  à ela conhecida, qualquer coisa que faça-a reconhecer onde está, com quem está e porquê está.&lt;br /&gt;Alguns metros a diante de onde estava, a porta do banheiro semi-aberta deixava escapar o vapor de alguém que tomava um banho quente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus, onde é que eu vim parar?De quem são essas coisas? De quem é essa casa, quarto, cheiro e voz que cantarola? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapidamente levantou-se da cama, procurou pelo chão suas roupas, rastejando silenciosamente como um ser quadrúpede e, aos poucos, achou o vestido, as meias de fio rasgadas, a bota pesada de couro, um pé de brinco, a flor metálica que usava no pescoço.&lt;br /&gt;Vestiu-se com tudo o que era dela,tudo que conseguiu encontrar entre aquelas taças jogadas no chão; no carpete sujo de vinho; entre as garrafas destampadas escorrendo algo que parecia sangue; debaixo das meias sujas de um homem que não era seu.&lt;br /&gt;Ela temia conhece-lo mais do que pensava. &lt;br /&gt;Sentada na cama, calçou as botas, ajeitou o vestido e foi embora silenciosa. Ao fechar a porta, ouviu os passos da pessoa que acabava de sair do banho e em seguida, ouviu o barulho de alguém esmurrando algo acompanhado por um urro. Mordeu os lábios de nervoso, colou as costas na parede do corredor prendendo a respiração, enquanto não chegava o elevador. E lá não ficou por mais de um minuto.&lt;br /&gt;Viu ao fundo uma porta que parecia dar em uma escada e seguiu até ela em passos sutis e contidos, evitando qualquer barulho, qualquer tropeço, qualquer som que denunciasse sua tardia presença no lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus do céu, o último lugar que eu queria estar agora é aqui! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu a porta com cautela, espiou pela fresta pra ver o que encontraria do outro lado e viu  a escada. Olhou o andar em que estava. O número nove de bronze pregado na parede parecia que iria cair a qualquer instante, assim como o resto do prédio todo, com ela junto. Um suspiro mais forte e tudo desabaria- inclusive ela. &lt;br /&gt;Inclusive ela que na noite anterior se embriagava sozinha em um bar no centro da cidade, cercada de homens mais velhos que lhe pagavam bebidas e que, entre eles, faziam apostas.&lt;br /&gt;Os olhares famintos dos machos causavam-lhe repulsa e faziam-na querer sair daquele lugar sem que ninguém notasse. Mãos de desconhecidos puxavam seus ombros, seu vestido, raspavam em suas coxas e apertavam suas nádegas e ela não conseguia fazer nada. Sentia-se uma carne sangrenta e cheirosa atraindo hienas vorazes e impiedosas. Depois de tanto assédio, trocou algumas palavras com o garçom do bar e ele lhe trouxe uma garrafa de gim. Os homens com seus copos de whisky nas mãos olhavam espantados para aquela mulher que até então recuava-se aos abraços e desviava o doce rosto dos olhares lascivos daquelas feras.&lt;br /&gt;Esperavam ansiosos pelo momento em que as pernas daquela mulher não mais agüentariam sustentar o peso do corpo e finalmente poderiam dela fazer um banquete.&lt;br /&gt;Enquanto isso ela sugava a garrafa como se estive há dias sem beber nada, prestes a morrer de sede. Bebia e soluçava, olhava ao redor enquanto o redor olhava-a. Sentia-se anestesiada, feliz como há tempo não se sentia. Sentava sozinha na poltrona e ria, ria e ria. Ria e soluçava. Vez ou outra sentia vergonha, ou medo.&lt;br /&gt;Os homens por ela passavam e, sem discrição, desejavam-na.&lt;br /&gt;Ao menos por uma noite todos aqueles homens tinha o direito de tê-la nua, deliciosamente nua, entregue aos seus corpos ávidos por prazeres descomedidos. Fazia parte dos tratos e das apostas.&lt;br /&gt;Anestesiada completamente, deixou-se levar. No final da noite, engolia as próprias lágrimas, afogadas no mesmo copo, no colo de um estranho.&lt;br /&gt;Agora, no nono andar, pensava em como chegara ali. Com o corpo frio e as pernas trêmulas, olhava para os degraus que esperavam-na e, num ato intrépido, suspirava fundo- mais fundo do que ela mesma era capaz de agüentar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-4129428047705026539?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/4129428047705026539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=4129428047705026539' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/4129428047705026539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/4129428047705026539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2007/01/auto-comiserao.html' title='Auto-comiseração'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-5385960875679272378</id><published>2007-01-31T03:27:00.000-02:00</published><updated>2007-01-31T03:29:22.697-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não preciso, não vou e não quero fazer parte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-5385960875679272378?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/5385960875679272378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=5385960875679272378' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/5385960875679272378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/5385960875679272378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2007/01/no-preciso-no-vou-e-no-quero-fazer.html' title=''/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-1493148494179114807</id><published>2007-01-22T14:03:00.001-02:00</published><updated>2007-01-22T14:03:26.969-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Matei a fome que estava me matando e nesse intervalo de ir e vir até a cozinha comecei a pensar porque estava fazendo aquilo, porque estava comendo exatamente aquela comida naquele exato horário sendo que eu nem sabia que horas eram. Então comecei a pensar em tudo que eu faço por inércia, sem pensar, por hábito, rotina ou seja lá o que for. Tenho que pensar mais antes de fazer qualquer coisa, caso contrário tudo ficará muito vazio, muito metódico, muito sem fim. Acredito que tudo o que faço, do acordar ao domir deve ter um propósito e não ser mais um ato vazio.&lt;br /&gt;E muita gente vive assim, sabe? Acorda, toma café, lê a primeira página do jornal, ouve o rádio, vai para o trabalho, cumpre as obrigações para no final do dia chegar em casa, tirar os sapatos, comer qualquer-coisa-que-estiver-pronta, tomar banho e dormir. Aí eu fico pensando, com o que será que uma pessoa assim sonha? Será que é com o patrão? Ou com as contas atrasadas? Ou com o dia de folga, em que ele vai ao parque, toma o sorvete de dois reais (só pode ser aquele de dois reais, no mesmo carrinho de sorvete de sempre, da mesma marca de sempre), depois dá uma volta de carro na Augusta, vê o movimento do Teatro ali embaixo, o que está em cartaz, se tem alguém famoso. Então dá a volta na rua e vai pra casa, porque tem que dormir para estar descansado para trabalhar no departamento de vendas da empresa no dia seguinte. E acaba vivendo assim, às vezes sozinho, às vezes com mulher e filhos e quando perguntado se é feliz, responde com um sorriso no rosto sem pensar duas vezes : "Sem sombra de dúvida. Sou feliz". &lt;br /&gt;Ainda não tive coragem, mas na próxima vez que encontrar uma dessas pessoas, perguntarei onde é que elas descobriram o significado de felicidade e como é que chegaram à conclusão de que estavam felizes. Agora eu me pergunto, será que eles vão me contar o segredo? O segredo de ser feliz?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-1493148494179114807?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/1493148494179114807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=1493148494179114807' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/1493148494179114807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/1493148494179114807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2007/01/matei-fome-que-estava-me-matando-e.html' title=''/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-6391625196109312737</id><published>2007-01-22T13:12:00.000-02:00</published><updated>2007-02-16T08:03:09.084-02:00</updated><title type='text'>Bem-me-quer, Mal-me-quer.</title><content type='html'>Tenho sonhado todas as noites intensamente. Acordo completamente desnorteada. Ao abrir os olhos fico esperando o mundo dos sonhos no mundo real, mas ele não vem.&lt;br /&gt;Já cheguei a ficar um dia inteiro na cama depois de ter acordado, inconformada com a placidez e a mesmice da vida. Os sonhos são conturbados, confusos, nonsense, coloridos e neles eu me encontro muitas vezes perdida. &lt;br /&gt;Os rapazes passam por mim e perguntam se sou eu mesma que faço tudo aquilo ou se é minha imaginação que toma conta, mas eu nunca sei responder. Acho que minha imaginação nada mais é do que sou. Ela sou eu e dela faço os sonhos mais incríveis. Com ela eu chego à todos os lugares e à lugar nenhum. &lt;br /&gt;Penso que essas pessoas não têm sonhos como eu e a maioria delas, coincidentemente, está nos meus sonhos. É como se eu roubasse-as dos próprios sonhos e quisesse-as ao meu lado, no meu sonho, do meu jeito- são as pessoas queridas.&lt;br /&gt;A moça das tapiocas, é casada com o baleiro da rua de baixo, e os dois passam o dia trocando doces um com o outro. Vire e mexe namoram às escondidas, enquanto não chega a frequesia. O menino que joga bola no quintal tenta acertar o casal, o mais esperto aproveita o momento pra roubar umas balas ou a lata de leite condensado.&lt;br /&gt;A menina que carrega a boneca pra cima e pra baixo chora quando vê que em cima da sua cama tem um sutiã- a mãe tem a infeliz mania de tentar mostrar que a filha não é mais criança dando presentes desse tipo, um dia colocou uma revista de fofocas no lugar da de quadrinhos e a filha odiou a troca. &lt;br /&gt;O rapaz entra e sái pela portaria do prédio da frente ao mesmo horário todos os dias. No meu sonho ele entra com um terno verde e sai com um vermelho, um azul turquesa no lugar do amarelo e assim por diante. Os filhos ficam olhando pela janela até o pai entrar no carro parado na rua,só então começam a brigar. &lt;br /&gt;Os irmãos brigam menos nos meus sonhos e fazem as pazes trocando as figurinhas mais raras. &lt;br /&gt;Eu vejo e faço tudo sem participar de nada. Nos meus sonhos eu estou sempre em cima de uma árvore brincando de "bem-me-quer, mal-me-quer" com uma margarida. Cada pétala arrancada é um sonho acabado, uma por uma me enche e me esgota de esperanças e a última pétala solitária sempre é arrancada com muita pena e relutância. Faz parte da brincadeira despetalar a flor toda, tenho consciência disso. Só não consigo entender porque todas as vezes eu tenho que ficar sozinha. Da próxima vez vou deixar a última pétala mal-querida na flor, quem sabe assim consigo virar o jogo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-6391625196109312737?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/6391625196109312737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=6391625196109312737' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/6391625196109312737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/6391625196109312737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2007/01/bem-me-quer-mal-me-quer.html' title='&lt;strong&gt;Bem-me-quer, Mal-me-quer.&lt;/strong&gt;'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-5171499871867440337</id><published>2007-01-05T14:59:00.000-02:00</published><updated>2007-01-05T15:15:40.162-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É como se a gente não soubesse mais nada da vida, nada um do outro, nada do que foi e nada do que será. É como se tivéssemos cortado a linha que nos une e nos separa e,que se pudéssemos, manteríamos atada entre nossos pulsos,para termos a certeza de que teríamos um ao outro a cada instante. Teríamos a certeza de uma das mais raras certezas da vida, a certeza que poderia ter existido e que quando existiu acabou, e deixou um vazio enorme, cheio de nada.&lt;br /&gt;Sou uma bolha de sabão, voando com o vento, subindo cada vez mais alto, prestes a estourar. Antes eu não conseguia respirar, agora já não consigo mais andar, quanto menos escrever ou falar. &lt;br /&gt;Tudo voa pra longe e tudo o que eu faço nessa minha razão desumanamente forçada, é contemplar. Só depois é que vem o choro, pra me esvaziar mais ainda e me desidratar de vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-5171499871867440337?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/5171499871867440337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=5171499871867440337' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/5171499871867440337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/5171499871867440337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2007/01/como-se-gente-no-soubesse-mais-nada-da.html' title=''/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-4365863339253129247</id><published>2006-12-27T14:46:00.000-02:00</published><updated>2006-12-27T14:48:24.329-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Vai acabar e eu nem pude me arriscar tentando começar. Quando vi já estava na metade; pulado o começo me encontrei no fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-4365863339253129247?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/4365863339253129247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=4365863339253129247' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/4365863339253129247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/4365863339253129247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/12/vai-acabar-e-eu-nem-pude-me-arriscar.html' title=''/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-2610697590977237611</id><published>2006-12-27T02:06:00.001-02:00</published><updated>2006-12-27T02:06:26.689-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Justo eu que nunca senti nada&lt;br /&gt;Justo eu que sem parar corri atrás &lt;br /&gt;mas nunca consegui &lt;br /&gt;sentir. &lt;br /&gt;justo eu, que sempre fui tão justa-&lt;br /&gt;com meus sentimentos e com os teus-&lt;br /&gt;justo eu, tão racional e fiel&lt;br /&gt;à mim .&lt;br /&gt;justo eu, a mulher mais forte,a que não sofre,&lt;br /&gt;sonho, com uma cama de hospital e uma dose inesgotável &lt;br /&gt;de anestesia geral.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-2610697590977237611?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/2610697590977237611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=2610697590977237611' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/2610697590977237611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/2610697590977237611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/12/justo-eu-que-nunca-senti-nada-justo-eu_27.html' title=''/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-1296356714804900135</id><published>2006-12-27T02:04:00.002-02:00</published><updated>2006-12-27T02:05:04.370-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Já revirei meu quarto, joguei os papéis pelo chão, abri as gavetas trancadas às chaves perdidas, abri à força a gaveta emperrada, tirei as traças de todas as caixas de documentos velhos, tirei a calça os bolsos a blusa o zíper o brinco e nada.&lt;br /&gt;Absolutamente nada. Que me faça achar.&lt;br /&gt;Tenho que procurar nos lugares mais inusitados, lá é onde geralmente encontra-se. Quem sabe na geladeira em cima da mesa dentro do armário ou da dispensa embaixo do tapete atrás da estante atrás dos vasos de flores mortas e tristes e brancas e despetaladas que eu nunca consegui me desfazer e que cultivo sem tocar e que vivem pelo meu olhar.&lt;br /&gt;Quem sabe nos cartazes nas lojas nos olhares perdidos dos jantares. Dentro do ônibus nas pessoas de pé cansadas de caras amarradas ou sentadas de braços cruzados com sacolas no colo esperando chegar.&lt;br /&gt;Ou na imensa rede que liga o mundo onde acho tudo e nada e me sinto parte do peito do outro do umbigo que devora os olhos piedosos cheios de lágrimas congeladas.&lt;br /&gt;Todos nascem e envelhecem e morrem e não crescem e sonham e correm e sacodem e gritam e urram e choram e pedem.&lt;br /&gt;Todos estão surdos e mudos e vivem andando de lá pra cá sem parar pra pensar porque pensar cansa e dói e desencanta e estanca e corrói tudo por dentro. A vida fica chata e tudo parece chato e todos parecem chatos insensatos ingratos e você não encontra nunca nada que te deixe todo feliz. Porque tudo está escondido e errado e mascarado e eu não consigo ver porque não tenho como. Perdi meus óculos escuros naquele beco que não tinha saída como todo beco de toda história de ladrões e cafetões de jovens putas inocentes.&lt;br /&gt;Já olhei nos potes de bolachas mofadas e torradas velhas sem sal e sem graça nos estômagos vazios morrendo de fome de vida de nada. Já vasculhei nos álbuns nas cartas nos cacos nos bancos nas praças. Nas cordas nas notas nos sons das falas das favelas das filhas e das velas. Velhas cheias de colares sentadas no chão fazendo amores e curas e amarras e desamarras. As filas imensas de longa espera dão voltas e voltas e voltas e voltas e voltas e não encontram nunca aquilo tudo que esperaram tanto.&lt;br /&gt;Já revirei meu quarto, joguei os papéis pelo chão, abri as gavetas trancadas às chaves perdidas e abri à força a gaveta emperrada e tirei as traças de todas as caixas de documentos velhos e tirei a calça os bolsos a blusa o zíper o brinco e nada.&lt;br /&gt;Absolutamente nada. Que me faça te achar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-1296356714804900135?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/1296356714804900135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=1296356714804900135' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/1296356714804900135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/1296356714804900135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/12/j-revirei-meu-quarto-joguei-os-papis.html' title=''/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-2763804625373976635</id><published>2006-12-27T02:04:00.001-02:00</published><updated>2006-12-27T02:04:23.069-02:00</updated><title type='text'>Surpresa</title><content type='html'>É uma pessoa que sempre detestou sangue e que um dia resolveu se dedicar à carnificina. Uma pessoa que sempre se mostrou à favor da paz, até ter o gosto da chacina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-2763804625373976635?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/2763804625373976635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=2763804625373976635' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/2763804625373976635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/2763804625373976635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/12/surpresa.html' title='Surpresa'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-4936045091057711419</id><published>2006-12-27T02:03:00.001-02:00</published><updated>2006-12-27T02:03:56.223-02:00</updated><title type='text'>Se ao menos fossem beijinhos</title><content type='html'>Não eram nem oito da manhã e a velha do sexto andar já fritava aquelas coxinhas mal feitas, que pingavam óleo depois de prontas e que ninguém conseguia comer sem fazer careta.&lt;br /&gt;A velha teve a semana inteira para fritar essas malditas coxinhas, mas não...&lt;br /&gt;deixou para hoje. Justo para hoje. Deixou justo para o único dia que eu posso acordar tarde, sem ser porque eu perdi a hora, sem precisar sentir culpa, sem passar aquela paranóia do tempo:&lt;br /&gt;se vai dar tempo se eu to com tempo e se eu tiver um contratempo será que vou chegar à tempo será que o ônibus vai passar no tempo e se não der tempo meu Deus será que eu tenho tempo e se acabar o tempo e se eu perder o tempo e se mudar o tempo?&lt;br /&gt;E hoje que eu não tinha que pensar em nada, nem nas coisas que eu tinha que fazer ou não fazer, nem na roupa que eu ia vestir, nem no brinco que eu ia usar, nem no que eu ia comer... quero mais é que se dane o que eu vou comer. Vou comer qualquer coisa pronta que me dê vontade quando me der vontade e se me der vontade.&lt;br /&gt;E a velha já fritando as coxinhas aos montes.&lt;br /&gt;Em menos de uma hora ela ia bater na minha porta para eu provar as coxinhas, depois ia passar a manhã indo de porta em porta até que passasse em todos os apartamentos oferecendo as coxinhas, como fazia toda semana.&lt;br /&gt;À troco de quê? De tirar meu sono e estragar a única manhã da semana que eu posso estender até a tarde sem pensar se é de manhã ou de tarde?&lt;br /&gt;Mesmo sabendo que todos odeiam as coxinhas, mesmo sabendo que ela mesma não pode comer coxinhas, mesmo sabendo do excesso de colesterol das coxinhas, mesmo sabendo que toda mulher hoje em dia faz regime, mesmo sabendo de tudo isso ela ainda faz coxinhas.&lt;br /&gt;Ah aquela velha! me tirou o sono e o apetite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ao menos fossem beijinhos.....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-4936045091057711419?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/4936045091057711419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=4936045091057711419' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/4936045091057711419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/4936045091057711419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/12/se-ao-menos-fossem-beijinhos.html' title='Se ao menos fossem beijinhos'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-8490717654382663618</id><published>2006-10-23T21:21:00.001-03:00</published><updated>2006-10-23T23:18:26.010-03:00</updated><title type='text'>Se for, finja que não é.</title><content type='html'>Amo-o por não conhecê-lo e por não conhecê-lo, tento cada dia conhecer-lhe menos fingindo que conheço mais.  E é justamente por esse meu desconhecimento que amo tanto esse seu jeito-sujeito desconhecido.&lt;br /&gt;Amo-o profundamente por corresponder a todas as minhas expectativas . Amo-o por conhecer somente aquilo que gosto em você e disso faço seu eu.&lt;br /&gt;Você é como quero que seja e só não te conheço mais por saber que o fazendo, deixarei de te amar e você deixará de ser você. &lt;br /&gt;Você é para mim alguém que você não é para você e muito menos para ela. &lt;br /&gt;Por favor, não deixe de ser você. &lt;br /&gt;Continue fazendo-se presente pela sua ausência no meu dia-a-dia, caso contrário cansarei de você e a pessoa que eu conheço, sumirá da minha vida e deixará de existir .&lt;br /&gt;Essa personagem que criei sobre você é fiel amiga e confidente, dela preciso para viver. (Sim, viver)&lt;br /&gt;Isso que acabo de dizer não é um peso que te cai sobre as costas, mas sim uma leveza que te toma o corpo, pois para você existir basta você ser aquilo que eu quero que seja, nada mais, nada menos.&lt;br /&gt;Surpreenda-me sendo mais, antecipe minhas expectativas com menos e faça-me mais feliz. &lt;br /&gt;Contigo serei por contigo nunca estar. E por ti nunca sofrer. &lt;br /&gt;E por à ti nunca ter, mas por poder ter certeza de ter-me inteira (é necessário reler essa frase algumas vezes para que ela não soe como algo catastrófico e faça sentido). Ter-me inteira assim como sou- ou seja, como pensas que sou. E se eu descobrir que sobre mim existe uma personagem criada por ti, sentirei feliz. Por ser uma idealização sua sou a mulher mais feliz, pois tornou-me ideal.&lt;br /&gt;Idealize-me, pois, eternamente, assim como quando te idealizo e te faço maior, mais homem, mais meu.&lt;br /&gt;Eu criei você, eu te fiz e você então se fez. Sou criadora e você é criatura livre- para continuar sendo você em mim ou para sumir do mundo descrendo-me de ti, o que pode acabar contigo e comigo mutuamente, sendo esta tragédia meu maior temor.&lt;br /&gt;Gosto de poder sentir algo maior por você, que não consigo com palavras nomear. Gosto de perceber que não é amor (contrário ao que disse na primeira frase desse texto), gosto de perceber que tampouco se trata de ódio ou paixão.&lt;br /&gt;Trata-se de plenitude e preenchimento - do ser.&lt;br /&gt;Do não-ser, já que é aquilo que criei. &lt;br /&gt;Então é?&lt;br /&gt;É para mim somente. &lt;br /&gt;Para os outros é outro que não você.&lt;br /&gt;É outro. Sem graça, sem amor, sem qualquer coisa que me faça atrair  por você. (será?)&lt;br /&gt;E se você for?&lt;br /&gt;For isso que eu criei&lt;br /&gt;Não pode ser. Não é possível. Algo tomou conta de mim nesse instante. Não quero de jeito algum um dia te conhecer, pois corro um perigo duplo: amar-te ou matar-te. &lt;br /&gt;Imploro, suplico, grito e choro: não se revele para mim, não seja de fato o que eu penso que vens a ser pois se fores não sei o que será. &lt;br /&gt;De mim.&lt;br /&gt;Não, você não é. E nem será. Não ouse, pois de ousadia estou farta.&lt;br /&gt;Se sua busca na vida é saber quem você é, já tenho a resposta. Mantenha-se então sentado e tranqüilo, tomando uma xícara de café. Continue vivendo e será, desta maneira, aquele que criei.&lt;br /&gt;Sou déspota criadora, não seja déspota criatura.&lt;br /&gt;Continue vivendo, mas nunca seja. &lt;br /&gt;E se for, finja que não é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-8490717654382663618?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/8490717654382663618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=8490717654382663618' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/8490717654382663618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/8490717654382663618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/10/se-for-finja-que-no.html' title='&lt;strong&gt;Se for, finja que não é.&lt;/strong&gt;'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-3157639050344490489</id><published>2006-10-12T16:51:00.000-03:00</published><updated>2006-10-12T17:15:26.173-03:00</updated><title type='text'>Alguns chamam de Atitude aquilo que eu baptizei por Medo.</title><content type='html'>Pergunto-me quanto uma pessoa aguenta fingir ter paciência. Eu finjo fingir ter paciência, mas sou péssima em fingimentos. Sou péssima em falsidade, sou péssima em hipocrisias. &lt;br /&gt;Tenho ainda muito o que aprender.&lt;br /&gt;Me formei atriz e mesmo assim não sei fingir. Me faço poeta e continuo feliz . Me digo artista fazendo rabiscos por aí e, fazendo plantas e projetos, ergo casas em Pequi. Nunca quis entender as leis da física, o que me faz desmentir a afirmação anterior. Tento corrigir e corrijo tão mal quanto finjo.&lt;br /&gt;Venho tentando construir uma parede sólida, firme e forte. Quando ficar pronta escreverei nela o nome de um grande Homem. Colarei nela as figuras mais belas, minhas fotos prediletas, cada etapa de sua construção. &lt;br /&gt;Daqui alguns anos, enxergarei-a de longe e chegarei bem perto, para admirá-la pela última vez. Derrubarei o muro com um grito e depois ouvir-se-á um fundo suspiro. De cócoras no chão, pegarei tijolo por tijolo, pedra por pedra,foto por foto. Dos restos mortos, eu farei um forte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-3157639050344490489?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/3157639050344490489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=3157639050344490489' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/3157639050344490489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/3157639050344490489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/10/alguns-chamam-de-atitude-aquilo-que-eu.html' title='Alguns chamam de Atitude aquilo que eu baptizei por Medo.'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-2646385342866413408</id><published>2006-10-07T21:29:00.000-03:00</published><updated>2007-01-22T14:02:31.468-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-2646385342866413408?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/2646385342866413408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=2646385342866413408' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/2646385342866413408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/2646385342866413408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/10/matei-fome-que-estava-me-matando-e.html' title=''/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-163200558246742209</id><published>2006-10-07T01:57:00.000-03:00</published><updated>2006-10-07T02:15:50.398-03:00</updated><title type='text'>Passado.</title><content type='html'>Sabia que era proibido&lt;br /&gt;e mesmo assim,&lt;br /&gt;entrou em meu mundo&lt;br /&gt;sem minha autorização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinha a chave,&lt;br /&gt;arrombou a porta.&lt;br /&gt;Não tinha colo e &lt;br /&gt;então caiu em meus braços.&lt;br /&gt;E eu, tola&lt;br /&gt;te acolhi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha sede, &lt;br /&gt;mas não tinha vergonha.&lt;br /&gt;Bebeu da mesma fonte,&lt;br /&gt;que bebem meus filhos-&lt;br /&gt; meus seios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um intruso, &lt;br /&gt;pois.&lt;br /&gt;Partilhamos da mesma saliva&lt;br /&gt;e dividimos o mesmo colchão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite fria &lt;br /&gt;as crianças choravam,&lt;br /&gt;sentiam medo,&lt;br /&gt;e pavor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Você&lt;/em&gt;  deitado sobre meu corpo,&lt;br /&gt;quente com o meu ardor, e&lt;br /&gt;pedindo silêcio,&lt;br /&gt;sussurrava frases de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tu &lt;/em&gt;sabias que eu era fraca,&lt;br /&gt;por isso pediste socorro&lt;br /&gt;e ajoelhado aos meus pés, &lt;br /&gt;imploraste por amor,&lt;br /&gt;e perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tarde,&lt;br /&gt;tempo passado. &lt;br /&gt;Sua sede,&lt;br /&gt;aquela noite fria-&lt;br /&gt;passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As crianças recém acordadas,&lt;br /&gt;já choravam.&lt;br /&gt;Não havia mais pão, &lt;br /&gt;mais leite&lt;br /&gt;mais nada.&lt;br /&gt;e você,logo cedo, havia me deixado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-163200558246742209?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/163200558246742209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=163200558246742209' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/163200558246742209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/163200558246742209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/10/passado.html' title='Passado.'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-8457897967563590684</id><published>2006-10-05T22:41:00.000-03:00</published><updated>2006-10-05T22:42:24.640-03:00</updated><title type='text'>Fugaz</title><content type='html'>Eu gosto das coisas enquanto elas são, depois que acabam eu tento gostar da saudade que sinto delas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-8457897967563590684?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/8457897967563590684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=8457897967563590684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/8457897967563590684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/8457897967563590684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/10/fugaz.html' title='&lt;em&gt;Fugaz&lt;/em&gt;'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-1044726227251430173</id><published>2006-10-05T20:44:00.000-03:00</published><updated>2006-10-05T21:44:35.016-03:00</updated><title type='text'>1/2 sonho, 1/2 realidade: Na medida certa.</title><content type='html'>Meu pai me guiava entre aquelas árvores imensas e aquele pequeno trajeto de lama, cercado por dois rios que corriam em direções contrárias. De um lado as águas eram turvas e corriam furiosas, do outro plácidas e transparentes. Ele de um lado, sentado em um toco de madeira, observava uma piscina ali no meio do trajeto, oval de resina branca- a mesma da casa do meu avô, que eu morria de medo de tubarões. Do outro lado eu observava ele observando ora a piscina, ora o rio, ora o reflexo dele na água, ora os pés sujos de lama.&lt;br /&gt;Enquanto ele estava sentado em uma posição aparentemente confortabilíssima, eu estava em pé, com o peso do corpo jogado na perna esquerda, a observar a água do rio turvo. A margem estava muito próxima, um passo e eu estava dentro do rio. Olhei para o lado e vi que meu pai me olhava de esguelha. &lt;br /&gt;Olhei à minha frente e dei dois pulos pra trás. Um jacaré enorme emergia daquele rio,só que agora calmo. Seu corpo se camuflava na água verde exército, coberto de musgo, dando uma falsa impressão de seu tamanho. Sua mandíbula era enorme, meu corpo inteiro cabia entre seus dentes e se lhe viesse a vontade ou a fome, numa fração de segundos eu estaria em seu estômago, como Pinóquio na barriga da baleia.&lt;br /&gt;Entrei na boca e saí em um quarto. Uma menina de camisola branca vomitava um líquido amarelo que me causava náusea. Ela tinha a pele branca como a de um cadáver e sem dúvida era anêmica. Pobrezinha, tão magra ela. Quando o tecido da camisola encostava em seu corpo era possível ver todos os seus ossos, dos ombros ao quadril. Os tornozelos finos e frágeis sustentavam um corpo que dividia a vida e a morte. E eu paralisada, tomada por uma série de sensações horrendas que me davam vontade de vomitar, de gritar, de fugir daquele lugar.&lt;br /&gt;Abri a porta ao meu lado e um corpo caiu no chão. Não fiquei ali pra ver. Saí.&lt;br /&gt;Na calçada um pé verde parado me impedia a passagem. Verde, roxo, vermelho. Prefiro roxo. É mais doce. O pedágio era arrancar o roxo mais alto e comer. Mãos e pés roxos, cara roxa, boca roxa, camiseta branca-roxa.&lt;br /&gt;Mais à frente outro pé me impedia a passagem. Pé verde e laranja. Pouco laranja e o pedágio agora era outro.  Tinha que pegar um laranja que não me causasse arrelias. Primeiro. Segundo. Terceiro. Sorriso no rosto e azedinho na boca. &lt;br /&gt;Boca roxa, mão roxa, cor na língua confundindo o paladar. &lt;br /&gt;Amora é mais doce que pitanga.&lt;br /&gt;Passei o segundo pedágio e voltei pra casa, levando na boca um azedinho gostoso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-1044726227251430173?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/1044726227251430173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=1044726227251430173' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/1044726227251430173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/1044726227251430173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/10/12-sonho-12-realidade-na-medida-certa.html' title='&lt;strong&gt;1/2 sonho, 1/2 realidade: Na medida certa.&lt;/strong&gt;'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-1089512281282694973</id><published>2006-09-28T00:03:00.000-03:00</published><updated>2006-09-28T00:07:32.548-03:00</updated><title type='text'>De partida.</title><content type='html'>Se 20 Poemas de Amor fossem suficientes para me conquistar, meu coração nesse mundo nunca teria um dono.&lt;br /&gt;Teria que cantar &lt;em&gt;Uma Canção Desesperada &lt;/em&gt;para achar alguém capaz de curar a dor de saber que, o causador te tamanho amor que sinto, já não mais existe.&lt;br /&gt;Nossa Senhora, que frase mais longa e confusa. &lt;br /&gt;Releia-a, pois. &lt;br /&gt;Talvez assim você me compreenda- não à mim, pois isso seria impossível,mas sim a minha frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se houvesse um dia para partir esse dia ser&lt;strong&gt;ia&lt;/strong&gt; hoje. Mas como todo verbo que termina com “&lt;strong&gt;ia&lt;/strong&gt;”, “&lt;strong&gt;esse&lt;/strong&gt;” e “outras variações”  não é, esse dia também não há de ser. *&lt;br /&gt;* (Imperfeito do Conjuntivo, Pretérito Imperfeito do Indicativo e Condicional, lembra?).&lt;br /&gt; “Se eu pud&lt;strong&gt;esse&lt;/strong&gt; hoje, fugir&lt;strong&gt;ia&lt;/strong&gt;”&lt;br /&gt;logo, não fujo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre assim, fico pensando em coisas hipotéticas que poder&lt;strong&gt;ia&lt;/strong&gt;m acontecer mas que no fundo eu sei que não acontecer&lt;strong&gt;ia&lt;/strong&gt;m, justamente por esse meu pensamento de que nada  é ou vai ser do jeito como eu gostar&lt;strong&gt;ia&lt;/strong&gt; que f&lt;strong&gt;osse&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que sei que tenho por hábito esse infrutífero modo de pensar, resolvi que hoje partirei. &lt;br /&gt;Ou melhor, hoje não partirei, pois já estou partindo e não mais de partida. &lt;br /&gt;Hoje, parto.&lt;br /&gt;Logo,&lt;br /&gt;par   ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-1089512281282694973?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/1089512281282694973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=1089512281282694973' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/1089512281282694973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/1089512281282694973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/09/de-part-ida.html' title='De &lt;em&gt;par&lt;/em&gt;tida.'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-8259584255468464910</id><published>2006-09-27T23:39:00.000-03:00</published><updated>2006-09-27T23:48:30.374-03:00</updated><title type='text'>Post perdido.</title><content type='html'>Depois de me corroer por dentro de tanta angústia, escrevo aqui palavras de outrem, porém que me cabem como nenhuma outra que eu seria capaz de tirar de dentro mim.&lt;br /&gt;"O Começo é mais que a metade ,por isso que sempre no início a gente não sabe como começar,começa porque sem começo, sem esse pedaço não dá pra avançar".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-8259584255468464910?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/8259584255468464910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=8259584255468464910' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/8259584255468464910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/8259584255468464910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/09/post-perdido.html' title='Post perdido.'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-8753032731583562995</id><published>2006-09-26T01:12:00.000-03:00</published><updated>2006-09-26T02:00:46.701-03:00</updated><title type='text'>Viver</title><content type='html'>Dormir de vez em quando é bom, mesmo que viver (ou seja, estar acordado) seja  muito mais proveitoso ao meu ver.&lt;br /&gt;Ando dormindo muito pouco e isso talvez implique em menos tempo de vida e um envelhecimento precoce. &lt;br /&gt;Pensar em viver menos me alivia um pouco, mas me dá um terrível frio na espinha. Viver talvez seja coisa mais importante da minha vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-8753032731583562995?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/8753032731583562995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=8753032731583562995' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/8753032731583562995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/8753032731583562995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/09/viver.html' title='Viver'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-7169957499739364928</id><published>2006-09-24T13:20:00.001-03:00</published><updated>2006-09-24T13:20:28.599-03:00</updated><title type='text'>MAN T RA MEN TI RA</title><content type='html'>- Tia me ajuda a subir na corda?&lt;br /&gt;- Ajudo sim corintiano.&lt;br /&gt;- Mas Tia e se cair?&lt;br /&gt;- Se o quê cair?&lt;br /&gt;- A corda tia....&lt;br /&gt;- Ah, o arame... não cái não, pode confiar.&lt;br /&gt;- Ái Tia... eu tenho medo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pausa. A criança no alto encara a corda à sua frente. É agora ou nunca. Todos os colegas da escola estão ali na fila, esperando ele atravessar. Ele se vê em perigo, hesita em gritar. Respira fundo, prende o fôlego e ouve a torcida embaixo, louca para ver o que vai acontecer com ele assim que colocar o pé no arame. &lt;br /&gt;Ele vê a vida por um fio, mas aquele é o momento de se provar corajoso, de mostrar pra todos os pequenos júris, que ele é o melhor, que ele é capaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na iminência do trajeto a ser percorrido pela criança insegura, as que esperam gritam, dão risada, saem da fila, voltam pra fila, perdem lugar, dão frenteira, brigam, saem aos tapas, chamam a Tia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tia, ele roubou meu lugar!&lt;br /&gt;- É nada Tia, eu tava aqui bem primeiro, antes dela.&lt;br /&gt;- Tava nada! Você tava lá na outra fila e agora veio aqui pra minha frente!&lt;br /&gt;- Mentira Tia, mentira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manifestação geral.&lt;br /&gt;Até as crianças que esperavam em outra fila se aproximam, dão suas opiniões, seus julgamentos de quem está certo e quem está errado- cada um com uma versão diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas vítimas olham para a Tia com um olhar de piedade. &lt;br /&gt;Ambos se dizem inocentes, acusam um ao outro como culpado. &lt;br /&gt;As testemunhas contestam, juram que viram tudo acontecer e todos garantem quem estava certo,porém não em unanimidade. &lt;br /&gt;A tia dá o veredicto final:Os dois para o final da fila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso ir agora Tia?&lt;br /&gt;- Pode, pode... - a tia responde cansada e estressada depois de tamanha confusão.&lt;br /&gt;A criança apoia a mão na mão daquela que acredita ter há pouco estabelecido ordem no meio do caos e percorre todo o arame, com total equilíbrio -(da tia).&lt;br /&gt;Chegando do outro lado,o pequeno no alto vira-se de frente e encara o arame novamente. &lt;br /&gt;-Não pequeno, a volta é de costas.&lt;br /&gt;- De costas??? Como assim de costas???- a criança pergunta com olhar apavorado.&lt;br /&gt;- É a mesma coisa que você acabou de fazer, só que de costas.&lt;br /&gt;- Andar no arame de costas???&lt;br /&gt;- É, pode confiar, a tia tá aqui pra te dar a mão.&lt;br /&gt;- Não tia, não posso não.- a criança responde num tom de quem acaba de ser altamente ofendido.&lt;br /&gt;- Como não pode? tem medo, é?&lt;br /&gt;- Não Tia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fila começa a se manifestar, apressando a vez do garoto. "-Vai logo, deixa de ser medroso!". Gritam todos em uníssono: " Me-dro-so! Me-dro-so! Me-dro-so! Me-dro-so!"&lt;br /&gt;- O que é então? &lt;br /&gt;- Ah tia, é que quem anda de costas a mãe morre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino se recusa voltar de costas, desce da banquilha e corre para os braços da mãe, que tudo observava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você viu mãe? A tia queria que eu voltasse no arame de costas.&lt;br /&gt;A mãe dá um sorriso, abraça o filho e diz:- " Que besteira filho, na corda não tem problema andar pra trás, o perigo é no chão."&lt;br /&gt;O filho olha pra mãe, pra corda e pros colegas. Uma lágrima cái do olho direito e escorre pelo rosto. Enquanto isso a próxima da fila sobe na banquilha, os colegas gritam, torcem, a tia dá a mão. A menina coloca o pé no arame e uma pequena de cabelos cacheados loiros imediatamente chama a atenção da tia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tia, tia! Ela roubou meu lugar!!!&lt;br /&gt;- Mentira tia!!!!&lt;br /&gt;- mentira !&lt;br /&gt;- mentira !&lt;br /&gt;- mentira !&lt;br /&gt;- mentira....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repetem isso durante a aula inteira, a tarde inteira, o dia inteiro, como um mantra budista. Um mantra de vibrações fortes que possui uma energia sonora, capaz de movimentar outras energias que envolvem quem o entoa, mesmo não sabendo o significado da palavra dita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mentira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MEN TI RA MEN TI RA MEN TI RA MEN TI RA MEN TI RA MEN TI&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-7169957499739364928?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/7169957499739364928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=7169957499739364928' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/7169957499739364928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/7169957499739364928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/09/man-t-ra-men-ti-ra_24.html' title='MAN T RA MEN TI RA'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-46198422144932741</id><published>2006-09-22T01:05:00.000-03:00</published><updated>2006-09-22T01:06:29.403-03:00</updated><title type='text'>Frase da noite</title><content type='html'>A gente se tapa buracos pra não pular nos buracos, sabe?&lt;br /&gt;by anônimo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-46198422144932741?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/46198422144932741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=46198422144932741' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/46198422144932741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/46198422144932741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/09/frase-da-noite.html' title='Frase da noite'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-4629467975828829010</id><published>2006-09-22T00:41:00.000-03:00</published><updated>2006-09-22T00:44:13.168-03:00</updated><title type='text'>Incompatível</title><content type='html'>Não posso mais desejá-la, como outrora o fazia.&lt;br /&gt;Agora só de pensar em ti já estou pecando,&lt;br /&gt;amor.&lt;br /&gt;Tenho minha mulher, &lt;br /&gt;meu bem.&lt;br /&gt;Perdoe-me, ainda amo-te, &lt;br /&gt;porém não posso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-4629467975828829010?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/4629467975828829010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=4629467975828829010' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/4629467975828829010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/4629467975828829010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/09/no-posso-mais-desej-la-como-outrora-o.html' title='&lt;strong&gt;Incompatível&lt;/strong&gt;'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-7390657676416685371</id><published>2006-09-21T13:01:00.000-03:00</published><updated>2006-09-21T13:14:32.013-03:00</updated><title type='text'>Um amor em ficção.</title><content type='html'>É horrível lembrar dele o tempo todo e não conseguir lidar com a verdade nua e crua.&lt;br /&gt;Essa é a pior parte, a verdade deitada na cama de braços e pernas abertas, esperando sabe Deus quem chegar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ousada e petulante, a verdade exibe o corpo todo nu, rolando de um lado para outro no colchão. Sozinha no quarto, ouvindo Billie Holiday e pensando no próximo vinho que vai tomar. São tantos vinhos que ela não consegue decidir com qual vai se embriagar. Talvez um tinto para lembrar os tempos que passava noites fora de casa, naquele apartamento na Rua Marquês de São Vicente, entregue ao seu agrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha sede de prazer e fome de carne e ái daqueles que não a saciassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta vergonha na cara da mentira. Ela sim é uma atriz de se tirar o chapéu, encara e encarna em qualquer papel. Deitada na cama não faz nenhum papel, somente é. E é assim mesmo, insinuante, sedutora e convincente. Nunca fora rejeitada, o que tornava- a ainda mais segura; segura como nenhuma outra. Faz jeito de menina e pose de mulher bem resolvida, sabe exatamente o que quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que fui apresentado à ela, não parei de pensar em tudo que queria fazer com ela, de tudo que ela poderia fazer comigo, e foi aí que tracei meu destino, aí que cavei minha cova e paguei meu enterro (à prazo, em eternas prestações mensais de privações carnais).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dela nenhuma outra mulher passou em minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mentira foi quase como um sonho, ou como uma terrível maldição, para os não-românticos como eu. A última vez que li um livro foi  deitado ao lado dela, no quarto daquele hotel. Me fingi poeta e li trechos de Neruda, deitado no colo dela. Ela enrolando meu cabelo e eu segurando o livro com as duas mãos.&lt;br /&gt;Vire e mexe ela esticava o braço para eu servir-la de mais vinho, talvez porque gostasse de me interromper, ou talvez porque quisesse às minhas custas, se embriagar. Depois de uns goles, repetia as palavras de Neruda e me fazia ouvir justamente aquilo que, em vão, eu acabava de recitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu lado, deitada na cama, preocupava-se mais em olhar-se no espelho e os cabelos pentear à ouvir-me cantar. Devia pensar em todos aqueles com quem poderia estar naquela mesma noite. Confesso que minha voz não é assim como a de um tenor, porém esforçava-me na tentativa de cantar belas canções de seu agrado. &lt;br /&gt;Quantas horas jogadas fora, lendo e decorando letras de canções, só para ouvi-la me acompanhar, dizendo na primeira estrofe o quanto  tínhamos em comum, o quanto amava tal música e como eu adivinhava sempre suas músicas prediletas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah Mentira, quantas coisas fiz por ti ...&lt;br /&gt;Perco as contas de quantas coisas abri mão, só para tê-la ao meu lado, numa cama de hotel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah Mentira...&lt;br /&gt;Por que fizestes isso se sabias que amava- te com uma força bruta, como nenhum outro homem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, Mentira... &lt;br /&gt;Por que deixaste-me naquele quarto, envolto em trapos, respirando aquele ar ébrio, embriagado de tanto vinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, Mentira...&lt;br /&gt;Diga-me que tudo não passou de um sonho, faça-me acordar novamente e despertar ao seu lado, como naquela noite fria em que não tinhas para onde ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah Mentira...&lt;br /&gt;Dê-me mais uma chance, diga-me que tudo não passou de uma doce mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah Mentira, me perdoe, eu não queria amá-la tanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-7390657676416685371?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/7390657676416685371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=7390657676416685371' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/7390657676416685371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/7390657676416685371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/09/um-amor-em-fico.html' title='&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Um amor em ficção.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-5354397715893814226</id><published>2006-09-20T15:21:00.000-03:00</published><updated>2006-09-20T15:22:51.208-03:00</updated><title type='text'>pÓs imPRESSIONista</title><content type='html'>" A morte é minha única saída e não minha desistência ". V. Van Gogh&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-5354397715893814226?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/5354397715893814226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=5354397715893814226' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/5354397715893814226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/5354397715893814226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/09/ps-impressionista.html' title='pÓs imPRESSIONista'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-930302735496774046</id><published>2006-09-19T02:07:00.000-03:00</published><updated>2006-09-19T02:11:58.268-03:00</updated><title type='text'>ταραχή</title><content type='html'>Às vezes eu fico pensando se sou eu que sou louca ou se foi mundo quem me enlouqueceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-930302735496774046?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/930302735496774046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=930302735496774046' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/930302735496774046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/930302735496774046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/09/s-vezes-eu-fico-pensando-se-sou-eu-que.html' title='&lt;strong&gt;ταραχή&lt;/strong&gt;'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-6695046385489836603</id><published>2006-09-18T00:09:00.000-03:00</published><updated>2006-09-18T00:45:57.523-03:00</updated><title type='text'>Não me recortem das fotos....</title><content type='html'>Sinto falta das pessoas que eu amo e que não tenho por perto. Tenho medo de ser esquecida por elas.&lt;br /&gt;Tenho medo de ser lembrada somente através de legendas de fotografias quando muito, guardadas em um álbum velho e mofado.&lt;br /&gt;Gostaria que essas pessoas soubessem, o quanto eu amo elas mesmo longe, mesmo distantes,mesmo desatualizadas, atrasadas, mais velhas ou recentes.&lt;br /&gt;Ando me sentindo uma má pessoa, em falta com o meu mundo.&lt;br /&gt;Ando pensando demais e escrevendo de menos. Ando escrevendo mal e porcamente e descaradamente. Ando até publicando essas coisas no blog. Ando contaminada por um gerúndio sujo e constantemente mal usado. Não sei o que acontece. Não sei porque insisto em escrever.&lt;br /&gt;Chega. &lt;br /&gt;Daqui a pouco mato meu futuro ou qualquer chance dele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-6695046385489836603?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/6695046385489836603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=6695046385489836603' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/6695046385489836603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/6695046385489836603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/09/no-me-recortem-das-fotos.html' title='&lt;em&gt;Não me recortem das fotos....&lt;/em&gt;'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-1329887522500026193</id><published>2006-09-15T00:49:00.000-03:00</published><updated>2006-09-15T01:04:11.563-03:00</updated><title type='text'>Cãibra, palavra estranha;</title><content type='html'>pensar que viver é tão maior do que tudo que se sente; &lt;br /&gt;pensar que a vontade de viver é muito grande mas que o medo de frustrar-se é muito maior;&lt;br /&gt;às vezes perde-se a vontade de sentir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-1329887522500026193?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/1329887522500026193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=1329887522500026193' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/1329887522500026193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/1329887522500026193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/09/cibra-palavra-estranha.html' title='Cãibra, palavra estranha;'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-4521960783006968998</id><published>2006-09-14T11:20:00.000-03:00</published><updated>2006-09-14T17:45:01.762-03:00</updated><title type='text'>Angústia cuspida.</title><content type='html'>A cada minuto que passa, menos uma coisa é feita. A cada três conselhos que ouço, dois dizem "tome cuidado". Cada passo que dou, me faz pensar em todos que terei que dar. O caminho é longo e não sei se consigo. Tem muito sol e a terra é quente pra pisar. Não consigo mais escrever. Me dá nojo ler o que escrevi, principalmente por ter feito do dia 12 um mero conto tosco que nada diz. &lt;br /&gt;Será que meus pés aguentam?&lt;br /&gt;Desculpem-me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-4521960783006968998?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/4521960783006968998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=4521960783006968998' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/4521960783006968998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/4521960783006968998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/09/angstia-cuspida.html' title='Angústia cuspida.'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-6299152008192142764</id><published>2006-09-14T11:08:00.000-03:00</published><updated>2006-09-14T11:14:07.579-03:00</updated><title type='text'>É tarde, é tarde, é tarde!</title><content type='html'>O mais difícil já foi feito. Tomada a decisão falta apenas colocar a mão na massa. Mas colocar a mão na massa me parece muito mais difícil agora. E eu que jurava que o mais difícil era decidir.Será que sempre uma coisa vai aparentar ser mais difícil que a outra e sempre vou achar que sou incapaz?&lt;br /&gt;Será que eu sou capaz? Eu estou tão atrasada, tão pra trás.&lt;br /&gt;Tenho pressa! Tenho pressa! Tenho pressa!&lt;br /&gt;Alguém aí tem horas? Alguém aí é dono do tempo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-6299152008192142764?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/6299152008192142764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=6299152008192142764' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/6299152008192142764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/6299152008192142764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/09/tarde-tarde-tarde.html' title='&lt;em&gt;É tarde, é tarde, é tarde!&lt;/em&gt;'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-8881550862416518800</id><published>2006-09-12T22:55:00.000-03:00</published><updated>2006-09-13T00:01:56.381-03:00</updated><title type='text'>Sobre sorrisos e o show do Otto.</title><content type='html'>"Aqui em São Paulo todo mundo é muito sério bicho..." - me disse o baiano de cara negra (não pintada). "Lá na Bahia, às seis da manhã o povo já tá todo sorrindo, não tem esse silêncio que tem aqui nos ônibus de São Paulo não. Um dia até me cantaram parabéns no ônibus, com bolo e tudo, acredita?".&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Acredito sim meu nego, lá na Bahia a gente é diferente mesmo né&lt;/em&gt;? -disse isso com um sorriso no rosto e um olhar desmantelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, é a partir desse diálogo que fiz meu dia de hoje, o qual descrevo aqui neste conto,mas dessa vez sem aumentar um ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu não quis sair de casa com a mesma cara lavada de sempre para ver pessoas estranhas com a mesma cara de sempre e ser vista com a mesma cara pálida de sempre.&lt;br /&gt;Peguei o telefone e liguei para minha cara xará Lica com K. para saber como estavam as coisas por lá e de quebra chamei-a para tomar um café no Franz, ou um Franccino, que ela prefere. Fechado. &lt;br /&gt;-&lt;em&gt;15H30 no Franz da praça, ok?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;-Estarei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(15h00)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- K.,mudança de planos.&lt;br /&gt;- Fala logo porque eu já tô no ponto de ônibus!&lt;br /&gt;- Me encontra no Vão do MASP.&lt;br /&gt;- Quê? Como assim?&lt;br /&gt;- É, no vão do MASP, no mesmo horário.&lt;br /&gt;- Tá, mas e o café?&lt;br /&gt;- A gente toma em algum lugar por lá.&lt;br /&gt;- Tá ...&lt;br /&gt;- Até daqui a pouco.&lt;br /&gt;- Até. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(15h30)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei no vão do MASP e lá estava minha xará com K. sentadinha no chão, conversando com um hippie. "-Olha só, ganhei um brinco!" -Lindo, lindo LiKa! A sua cara.- eu disse.&lt;br /&gt;-Vamos então?&lt;br /&gt;-Vamos.&lt;br /&gt;Ela parou e olhou pra mim, um olhar meio torto, curioso. &lt;br /&gt;- O que que você tá trazendo nessa maletinha aí?&lt;br /&gt;- Calma, já te falo.&lt;br /&gt;Olhou novamente, só que agora mais instigada. - Vai, diz logo o que tem aí!&lt;br /&gt;Convidei-a à ir comigo até o FIESP e lá eu mostraria o que trazia na mala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(16h30)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma hora depois fechávamos a mala no banheiro do FIESP, sem mais falar uma com a outra, de boca fechada.&lt;br /&gt;A partir daquele instante não poderíamos mais falar, nem sorrir, nem rir, nem cantar. Só podíamos olhar.&lt;br /&gt;Só olhar. Só olhar. Só olhar.&lt;br /&gt;Só&lt;br /&gt;olhar.&lt;br /&gt;Todas aquelas pessoas andando de lá pra cá e de cá pra lá, falando no celular, carregando maletas, pastas, comendo pastel, amarrando o cadarço, tropeçando no asfalto, andando sem parar. &lt;br /&gt;De lá pra cá, de cá pra lá.&lt;br /&gt;Homens de cara lavada, mulheres de cara pintada. Todos sérios andando na rua,indo e voltando do trabalho, ou indo pra casa, ou indo encontrar alguém, ou à procura de um bar para descansar, cada um em uma direção enquanto nós na contra mão.&lt;br /&gt;Um homem de terno, uma moça de saia e salto alto. Dois homens de terno. Duas moças de saia e salto alto. Três homens de terno. Três moças de saia e salto alto e eu perdi as contas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém se olhava, só nos olhavam. (Pobres moças que passaram a manhã se maquiando esperando encontrar pelo menos um olhar entre tantos outros pelos quais passariam despercebidas). &lt;br /&gt;Nunca tantas pessoas desconhecidas me olharam tão descaradamente e tão fixamente. Até parecia que eu era famosa. Pessoas passavam e comentavam. Paravam e apontavam. Outras olhavam e viravam o olhar desconsertadas. &lt;br /&gt;O que será que eu tinha meu Deus?????&lt;br /&gt;Voltamos para o banheiro do SESI, abrimos a mala, lavamos o rosto e voltamos a falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, foi engraçado, disse minha xará com K. , agora sorrindo enquanto eu me descompunha.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Foi mesmo. Principalmente a reação daquele sujeito que te empurrou longe e depois me empurrou também.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Pois é, mas tantas outras pessoas riram e sorriram...&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Verdade,muita gente sorriu pra mim... uns garotos ficaram até embaraçados&lt;/em&gt;....&lt;br /&gt;- Um senhor me concedeu seu paletó, acredita?&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;E uma senhora me ofereceu ajuda para carregar a mala!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegamos a mala e saímos do banheiro. Fomos até a bilheteria e pegamos nossos ingressos. Todos sorriam e aplaudiam de pé, só que agora não para nós. Otto brilhava no palco, ria, sorria e rebolava. Tentou se apresentar, mas entendemos que para ele, formar uma frase completa talvez fosse uma das coisas mais difíceis.&lt;br /&gt;Saímos de lá com o sorriso no rosto e a alma lavada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;em&gt;Lika, me explica o que aconteceu com as pessoas hoje&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;-Ah Alice, com as pessoas eu não sei....&lt;br /&gt;-&lt;em&gt;E com a gente&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;-Ué, saímos com a cara pintada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-8881550862416518800?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/8881550862416518800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=8881550862416518800' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/8881550862416518800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/8881550862416518800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/09/sobre-sorrisos-e-o-show-do-otto.html' title='Sobre sorrisos e o show do Otto.'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-1473033398080827427</id><published>2006-09-10T21:35:00.000-03:00</published><updated>2006-09-10T21:46:59.424-03:00</updated><title type='text'>Cálice</title><content type='html'>-&lt;em&gt; Vale à pena?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Vale sim.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Tenho medo... e se não der certo?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- A gente tenta de novo, ué.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;E é seguro?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- É sim mulé, pode confiar.&lt;br /&gt;-&lt;em&gt; E quem me garante?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- A minha palavra, oras.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Mas palavra não prova nada.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- A minha prova.&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Posso confiar então?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Sem sombra de dúvida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Silêncio)&lt;br /&gt;O Garçom se aproximou da mesa com uma garrafa na mão. Serviu todos os convidados, cada vez menos saceados.&lt;br /&gt;Deu a volta no salão. Entrou na copa, folgou a gravata e sentou no chão.&lt;br /&gt;Na sala os convidados fecharam os olhos, aproximaram-se uns dos outros.&lt;br /&gt;No sofá, tomaram uma taça de vinho e acordaram em Bagdá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-1473033398080827427?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/1473033398080827427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=1473033398080827427' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/1473033398080827427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/1473033398080827427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/09/clice.html' title='Cálice'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-5725105813564533316</id><published>2006-09-08T15:23:00.000-03:00</published><updated>2006-09-08T15:37:58.687-03:00</updated><title type='text'>Inerte</title><content type='html'>Depois da minha decisão de trancar a faculdade para seguir e me dedicar àquilo que amo, não consegui mais escrever um conto/"qualquer coisa"/texto sequer.Passo aqui para dizer que não morri. Muito pelo contrário, sinto que renasci.&lt;br /&gt;Um peso insuportável finalmente saiu das minhas costas, depois de quase dois anos de delongas. &lt;br /&gt;Aprendi em dois anos tudo o que não quero ser, e isso é simplesmente maravilhoso. Escreverei em breve, em companhia de uma amiga ímpar,um livro chamado "De como não ser". A idéia é dela, eu sou uma mera agregada/sangue-suga/parasita que tentará contribuir em algo para o livro (além do nome na capa). Só tem um problema, ainda não contei à ela dessa minha participação assídua na obra. &lt;br /&gt;Sentirei  falta das tardes de chats manuais via biombo, em plena era digital e horas/MAC de estágio.&lt;br /&gt;Amo a vida como nunca amei antes. Temo os meus próximos minutos pois eles podem não ser os melhores como estou imaginando.&lt;br /&gt;Confesso a particularidade desse post e peço desculpas àqueles que não entenderam-(todas as pessoas menos uma única)- mas prometo-lhes explicações.&lt;br /&gt;É tarde, é tarde, é tarde...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-5725105813564533316?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/5725105813564533316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=5725105813564533316' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/5725105813564533316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/5725105813564533316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/09/inerte.html' title='&lt;em&gt;Inerte&lt;/em&gt;'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-8026293049781066231</id><published>2006-09-02T15:21:00.000-03:00</published><updated>2006-09-02T15:34:01.200-03:00</updated><title type='text'>Porque Narciso acha feio o que é espelho</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Passei a noite em claro para fazer as coisas que não fiz durante o dia. Passei o dia  à toa esperando a noite chegar para que então eu pudesse pensar em tudo aquilo que deveria ter feito e que não fiz. &lt;br /&gt;Tenho trocado a noite pelo dia com a mesma freqüência com  que troco de roupa: diariamente. &lt;br /&gt;Às vezes fico dias e dias sem dormir mais do que quatro horas por noite – veja bem, não troco a noite inteira pelo dia, troco boa parte dela-  e acabo ficando exausta ao longo da semana, física e mentalmente, sem entender porquê. No entanto, agora fica mais do que claro que achei o motivo e que posso então refletir sobre ele.&lt;br /&gt;Refletir. Palavra bonita esta, não? Faz-me pensar em grandes filósofos, escritores, pensadores, poetas, psicanalistas, psicólogos e “metidos à”-como são ridículas essas pessoas que gabam- se por acharem que são capazes de entender tudo e todos e dar bons conselhos para estes (que fique claro que o conceito de bom é um tanto quanto relativo)- e  faz-me pensar mais do que  tudo,  no espelho.&lt;br /&gt;Sim, no espelho. Destes que as pessoas colocam na sala, no banheiro, no carro, na bolsa, na sala de jantar, no hall de entrada do prédio, no armário, na parede, na casa toda.&lt;br /&gt;O espelho que reflete o objeto, o espelho que reflete o homem, o espelho que reflete os lábios a serem pintados, o espelho que reflete aquele que chega por trás, de surpresa, de soslaio, escondido. O espelho que reflete a imperfeição na face, o espelho que reflete os olhos, o espelho que reflete o eu. &lt;br /&gt;O Eu? &lt;br /&gt;Não, o meu eu não.&lt;br /&gt;Olho-me diariamente no espelho, sem muito encanto ou admiração. Contemplo-me friamente como se eu fosse um estranho refletido no espelho e desta forma faço sobre a imagem que contemplo uma série de julgamentos.&lt;br /&gt;Tem dias que a imagem que vejo é-me realmente estranha, não vejo no reflexo a minha pessoa. Há dias  todavia,  em que forço- me em acreditar que aquela ali não sou eu, mas outra pessoa. Engano-me em vão. Ou seja, há dias em que tento convencer à mim mesma de que aquela não sou eu, ou contudo, de que aquela definitivamente sou eu e somente eu. &lt;br /&gt;Mas afinal, quem sou eu? &lt;br /&gt;Quem é essa que vejo à minha frente ,que imita cada gesto que faço, cada expressão da minha face, cada movimento e que quando toco-a, sinto apenas uma superfície gelada?&lt;br /&gt;Já cansei de me perguntar isso, já cansei de perguntar isso à ela e na falta de resposta de ambas as partes, optei por uma solução simples que aliviará meu eu de imediato.&lt;br /&gt;Passarei essa noite em claro refletindo no que deveria ter feito hoje ao longo do dia. Dormirei algumas poucas horas para que quando eu acorde  possa mirar-me no espelho e ver  meus olhos inchados de sono. Acordarei amanhã cedo e a primeira coisa que farei será quebrar o maldito espelho. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-8026293049781066231?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/8026293049781066231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=8026293049781066231' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/8026293049781066231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/8026293049781066231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/09/porque-narciso-acha-feio-o-que-espelho.html' title='&lt;strong&gt;Porque Narciso acha feio o que é espelho&lt;/strong&gt;'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-8158383668715593563</id><published>2006-09-02T00:29:00.000-03:00</published><updated>2006-09-02T00:51:43.922-03:00</updated><title type='text'>Desabafo mal articulado</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Hoje vai ser curto, prometo.&lt;br /&gt;Já vi que meu blog anda mal das pernas, pelo jeito eu não levo jeito mesmo para fazer propaganda (tipo o que eu tento fazer no msn), mas também não sei de onde eu tirei que alguém pararia aqui para ler...&lt;br /&gt;Bom, com certeza há muitas coisas melhor para fazer do que ler um blog cujo nome é Alice in Thoughts´Land. &lt;br /&gt;Será que errei na escolha do nome? Ou será que não soube divulgar? Ou será que, para minha maior tristeza, as pessoas param para ler mas acham tão ruim que preferem nem comentar? Ai meu santo! quanta insegurança minha...&lt;br /&gt;Gente, por favor, comenta, nem que seja para falar que tá uma droga e que eu devo refazer...juro que estou acostumada a ouvir "REFAÇA!", aliás, é o que eu mais estou acostumada. "A opinião de vocês é muito importante pra mim", e olha que eu nem vendo nada, o argumento é legítimo mesmo, não é papo de marketeira.&lt;br /&gt;É meus caros, ninguém disse que ía ser fácil entrar nessa,mas também não me disseram que ía ser assim frustrante. Alguém aí tá afim de dar uma mãozinha? Um dedinho? qualquer coisa. vai...&lt;br /&gt;Bom, mensagem dada! ou melhor, postada.&lt;br /&gt;Vou voltar a ver aquele que sempre ouço. Só ouvindo e vendo para crer. Pronto, agora dei até uma brecha pra vocês perguntarem de quem eu to falando, ok??? Aloooo tem alguém aí??? &lt;br /&gt;Estou me rebaixando demais. &lt;br /&gt;Basta.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-8158383668715593563?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/8158383668715593563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=8158383668715593563' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/8158383668715593563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/8158383668715593563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/09/desabafo-mal-articulado.html' title='&lt;em&gt;Desabafo mal articulado&lt;/em&gt;'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-7316429287541206808</id><published>2006-08-30T21:00:00.000-03:00</published><updated>2006-08-30T21:01:02.928-03:00</updated><title type='text'>Procura-se um louco</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Daí a gente acha que tudo é lindo, que tudo são flores e amores. Daí o quê? De onde veio esse “daí”? Esse daí supostamente remete algo dito anteriormente, dando uma seqüência lógica à frase. Mas e se eu não escrever nada antes do “daí”? E daí???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí você fica se questionando à que raios me  refiro, o que raios quero dizer com a bendita primeira frase desse texto. O que quero dizer, para seu alívio e descarga de tensão, é que nem tudo são flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajudei? Consegui deixar um pouco mais nítido esse texto que você tem diante dos olhos? Ou apenas consegui tornar sua visão mais míope ? Veja bem, o problema é com a sua visão, não com o meu texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como aqui só posso perguntar e não posso ouvir respostas, tenho que tirar minhas próprias conclusões. Neste caso, prossigo o texto partindo do pressuposto de que vocês, caros leitores, estão completamente interessados neste, pela sua total falta de caminho, pela sua total falta de lógica e assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raios! Treze linhas escritas e nada se falou. Corrijo-me: Nada falei. &lt;br /&gt;Porque escrevo um texto se sei que ninguém vai lê-lo e criticá-lo? &lt;br /&gt;Olha só, fiquei feliz agora! Há pouco disse que à mim cabia somente perguntas e não respostas, porém neste momento, como dona de minha pergunta também posso ser dona da resposta. Poder, no entanto não significa que eu queira, deva ou saiba respondê-la. Apenas posso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso assim como posso escrever incessantemente sem saber pra quem ou para que. Ou por que. &lt;br /&gt;Blá blá blá blá blá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até quanto será que você agüenta ler um texto que não leva à lugar algum, que não diz respeito à assunto algum e apenas remete-o à indagação da loucura que paira sobre minha mente? Loucura não. “Porque louco é quem me diz, e que não é feliz!” Minto, não é por isso que digo que “loucura não”. Digo isso com base em informações que li à respeito da loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que loucura não? Finalmente consegui achar um assunto para falar.&lt;br /&gt;Loucura não. Quem é louco não se acha louco e tampouco assume dizer loucuras, portanto, minha fala só prova minha total sanidade. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Às vezes eu preferia ser louca, ver em tudo flores e amores, nada de horrores. Uma louca feliz. Uma louca ingênua e romântica. Uma louca liberta da razão. Solta e entregue às emoções puras e verdadeiras (pelo menos dentro da minha loucura).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ta na moda ser louco. Moda velha essa hein? Velhos tempos que as pessoas cantavam “ eu vou ficar com certeza, Maluco Beleza!”, ou cantam, no meu caso. Tá na moda ser muito louco, mas “ficar muito louco” é muito mais legal. Muito mais louco. Tudo é muito louco. Ficar triloucouco então, nem se fala!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Céus! Onde foram parar os loucos? Acho que eles não ficam mais enfurnados em sanatórios e hospícios por aí, ou será que estou equivocada? Ficam eles trancafiados e exclusos dos seres humanos normais?&lt;br /&gt;Será que ando muito distraída sem notar os loucos que passam por mim? Ou será que ando louca, muito louca , trilouca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Socorro! Alguém nesse mundo esclareça o que é essa tal de loucura, porque pra mim ela está mais banal e acessível do que um copo de pinga num bar às 9 da manhã, ou em dia de eleição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior de tudo é que muita gente, depois de ler este texto, vai dizer “essa menina é louca”.&lt;br /&gt;Melhor assim, pelo menos recebo críticas. Mesmo sem ninguém ler meu texto até o fim. &lt;br /&gt;Isso sim é loucura.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-7316429287541206808?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/7316429287541206808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=7316429287541206808' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/7316429287541206808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/7316429287541206808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/08/procura-se-um-louco.html' title='&lt;strong&gt;Procura-se um louco&lt;/strong&gt;'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-6705834517248535151</id><published>2006-08-29T13:34:00.000-03:00</published><updated>2006-08-29T13:43:36.938-03:00</updated><title type='text'>Do dia em que me traí.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Fazia tempo que eu não me sentia tão à vontade, tão feliz comigo mesma. Era uma tarde de domingo como outra qualquer, dessas que a gente passa o dia à toa, lendo qualquer coisa boba ou simplesmente pensando na terrível e inevitável segunda-feira.  Naquela tarde eu me sentia bem. Estranhamente bem. Mesmo não tendo feito ao longo da semana  tudo o que havia planejado. Mesmo não tendo recebido a ligação que eu tanto esperava. Mesmo não tendo feito absolutamente nada de diferente de todas as outras semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deitada na cama, os lençóis jogados, os travesseiros no chão e repleta de coisas  ao redor, rolei de um lado pro outro, dentro do limite que a cama me dava. Fiquei olhando para o teto e depois para tudo o que me cercava, na tentativa de encontrar ali algo especial. Eram muitos papéis, contas à pagar, projetos inacabados, uma xícara de café, um  papel de adoçante rasgado, umas tantas roupas que não foram usadas e uma série de outras coisas que agora já não me lembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia passado a manhã inteira ao som de Billie Holiday, tomando capuccino e comendo bolachas, buscando à minha volta aquilo que me fazia feliz. Chequei, olhando pela janela, se o dia estava excepcionalmente belo. Não estava. Olhei-me  no espelho para ver se  estava demasiadamente bela, mas tampouco achei –me. Estava tudo muito normal, o cd tocando sem pular nenhuma música, tudo funcionando direito, cada coisa cumprindo seu devido papel. E eu ali, deitada olhando o teto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Billie Holiday parou de cantar um pouco antes de cansar-me de ouvi-la. Se tivesse parado depois, não faria diferença, pois nada naquele dia me irritaria. Levantei da cama num esforço descomunal e fui checar meus cds, em busca de uma nova trilha sonora para aquela minha estranha tarde. Em cima do aparelho de som estava o cd do chato do Paulinho Moska, que meu pai tanto gostava e queria que eu ouvisse. Isso era suficiente para eu odiar o cantor do nome à voz, sem mesmo nunca tê-lo ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revirei todos os cds da prateleira, não agüentava mais ouvir os mesmos músicos de sempre, as mesmas canções que eu sabia de cor e salteado. Não conseguia ouvir muitas vezes a mesma música que logo me cansava dela. Encontrei-me sem escolha, com o cd do tal do Paulinho em uma mão e com o encarte na outra. Sem pensar muito, para não perceber que naquele momento traía à mim mesma (o que facilmente me faria atirar o cd para longe) , comecei a ouvi-lo cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segui lendo no encarte a letra, para tentar acompanhar a canção “Último dia”, que por uma ironia qualquer era a primeira faixa do disco e começava assim: “Meu amor, O que você faria se só te restasse um dia? Se o mundo fosse acabar, Me diz, o que você faria?”. Pronto. Mal tinha começado a ouvir a voz do cara e ele já vinha com uma pergunta dessas. Sentei na cama, deixei o encarte de lado e voltei para a posição que estava antes de levantar para trocar o cd.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo da música, palavra por palavra, eu sentia que aquela sensação boa pela qual estava tomada desde cedo, começava a ir embora. Já não me questionava o porquê da felicidade, mas sim o que eu faria se só me restasse um dia. “Andava pelado na chuva? Corria no meio da rua? Entrava de roupa no mar? Trepava sem camisinha?”, eram algumas das perguntas que ele fazia .Estava desnorteada com tantas perguntas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Completamente tomada pela música, não consegui parar de ouvi-la. Coloquei no repeat e creio que depois da terceira ou quarta  vez que ouvi, cochilei. Acordei várias horas depois, exatamente na mesma  posição, só que na segunda-feira. O cd dentro do som ainda tocava e o Moska não parava: “Me diz o que você faria, Me diz o que você faria, Me diz o que você faria...”.&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-6705834517248535151?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/6705834517248535151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=6705834517248535151' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/6705834517248535151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/6705834517248535151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/08/do-dia-em-que-me-tra.html' title='&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Do dia em que me traí.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1549084111409311828.post-7823740332618527586</id><published>2006-08-29T12:55:00.000-03:00</published><updated>2006-08-29T12:59:33.674-03:00</updated><title type='text'>Ontem e hoje, Hoje e ontem.</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Hoje tirei o dia para pensar. Pensar no que pensar. Pensar no porquê de existir. Pensar na grafia correta da terceira palavra da frase anterior. Pensar em como minha vida poderia ter tomado outro rumo nos meus últimos dez minutos de Pontal do Sul. Pensar em como eu não tive coragem para tal. Pensar em qual foi o fim de Ângela no fim do último livro que a Clarice Lispector escreveu em vida.  Sim, posso dizer em&lt;br /&gt;vida sem ser redundante, porque Machado mesmo escreveu como defunto-autor e/ou autor-defunto. Brás Cubas está aí como prova viva disso. Mas não era do Machado que eu queria falar. Era do meu dia. Já estava falando do meu dia que eu tirei para...&lt;br /&gt;Tudo.&lt;br /&gt;?&lt;br /&gt;Nada.&lt;br /&gt;?&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, esse dia que eu tirei para tudo ou nada não mais é hoje. Esse dia que eu disse na primeira frase, que era hoje, na verdade foi ontem. Só que quando eu comecei a escrever daquele hoje que ainda era ontem, era um ontem no começo. Um ontem que ainda não tinha me feito fazer outras coisas senão pensar.&lt;br /&gt;Pára aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudam as sensações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de gastar minha energia pensando acabei esgotando minha energia no esforço de conter minhas lágrimas. Não sei bem porque, mas não consigo chorar. Cometi um erro grave. Totalmente notável. Não é necessária atenção para notá-lo.Sorte que não é irremediável. Paro novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudo de direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o oposto. Gastei minhas energias tentando chorar. Minha mãe diz que nem quando eu era bem pequenina eu  chorava. Era raríssimo eu chorar, exceto em situações ligadas à comida. Desde pequena já faminta. Já tinha a Fome. A fome de viver. A fome de comer. A fome que me mantém viva. A fome que me faz viver. A fome que me alimenta. A fome que me contenta. A fome que me atormenta.&lt;br /&gt;Só que de tanto falar em fome agora estou com fome. Mas não aquela fome de viver e sim a de comer. O que exatamente eu não sei. Talvez uma fruta. Talvez um pão. Talvez umas daquelas comidas geladas que sobraram de almoços de alguns dias atrás, mas que parecem  ficar cada vez mais gostosas com o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paro de novo, levanto da cama, desligo o monitor do computador e vou até a geladeira, em busca da vida. Mas a vida veio até mim nas mãos de minha mãe, antes mesmo de eu sair do meu quarto, em forma de tostex de queijo.  Vejo um segundo parto&lt;br /&gt;prestes a acontecer. Divino. Divino o tostex que Ela faz. Batizo então o tostex feito por Ela de "O Divino Tostex". Parece até nome de filme. Eu nunca assistiria um filme com esse título. Imagine só ir até um cinema e comprar um ingresso em que está impresso o título "O Divino Tostex".&lt;br /&gt;N-u-n-c-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renasci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saciei minha fome de comida. Retorno então ao meu estado de caça pela vida. Sou caçadora faminta. Caçadora ambiciosa. Caçadora viril. Caçadora sagaz. Caçadora de sonhos. Olho para fora da minha janela. Vejo arranha céus. Queria ver estrelas. Mas o pôr-do-sol hoje foi lindo. Fiquei contente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deito-me na minha cama, aconchego-me debaixo do lençol semi-nua, ardendo em chamas.  Faz um calor senegalense. Mesmo nunca tendo ido ao Senegal imagino que o sol de lá seja cruel. Desses que racham a terra e mancham a tez. Desses que fazem as pessoas quererem voltar aos primórdios e saírem nuas nas ruas. Eu não estou no Senegal, e tampouco encontro- me nos primórdios da humanidade, mas sinto-me como um Neandertal - desses que acordam, caçam, comem,  se reproduzem e dormem. O que eu mais quero agora é dormir, já que eu tirei o dia para refletir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu mais quero agora é descansar, já que não tenho mais força para pensar. O que eu mais quero agora é dormir e sonhar. O que eu mais quero agora é não ter no que pensar pra quando eu acordar. O que eu mais quero ,definitivamente , é poder fechar os olhos e não pensar em como vai ser, quando eu acordar.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1549084111409311828-7823740332618527586?l=alice-arida-contos-moraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/feeds/7823740332618527586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1549084111409311828&amp;postID=7823740332618527586' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/7823740332618527586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1549084111409311828/posts/default/7823740332618527586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alice-arida-contos-moraes.blogspot.com/2006/08/ontem-e-hoje-hoje-e-ontem.html' title='Ontem e hoje, Hoje e ontem.'/><author><name>Alice</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_Z2mvsF6fZDs/Sb2X7fsl79I/AAAAAAAAACA/4Fh-qGKYG1k/S220/IMG_9358.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
